Apesar de alguns problemas com a instalação do seu primeiro Linux, Preston Galla fica impressionado por não ter que procurar drivers de hardware.
O usuário de Windows Preston Galla ficou duas semanas usando apenas o Linux. Alguns problemas na instalação não impediram a experiência.
A instalação me pareceu simples. Eu baixei os 694MB do Wubi,
instalei e reiniciei a máquina. Começaram os problemas. O ThinkPad T41 não
reiniciou, apesar do instalador ter tentado. Optei por reiniciar via o menu do
Windows (o instalador ainda rodava). Novamente, o micro ignorou as minhas
ordens e se recusou a reiniciar.
Como um usuário antigo do Windows, estou acostumado com esse
tipo de coisa. Optei pelo Ctrl-Alt-Del – duas vezes. Nada. Acabei tendo que
desligar o laptop retirando a bateria e o cabo de força. Aí, sim, reiniciou.
No início, tudo corria conforme planejado. Uma tela surgiu
perguntando se queria carregar o XP ou Ubuntu. Escolhi o Ubuntu e pensei que
estava tudo indo bem. Eu estava errado. Surgiu esta tela:
BusyBox v1.1.3 (Debian 1:1.1.3-3ubuntu3)
Built-in shell (ash)
Enter ‘help’ for a list of built in commands.
(initramfs)
Essa tela incompreensível é demais até para as telas incompreensíveis
da Microsoft. Reiniciei a máquina novamente (desta vez funcionou) e escolhi
novamente o Ubuntu como a opção no dual-boot. Novamente, a tela misteriosa.
Confira o teste completo
> Vivendo com o Linux – duas semanas sem o
Windows
>
Pesadelo para montar uma rede com XP, Vista e Linux
>
Interface e aplicações do Ubuntu sob análise
>
Como fica a instalação de softwares no Linux
>
Produtividade, compartilhamento de arquivos e hot spots
>
Duas semanas sem Windows: Conclusão
Escrevi “ajuda”
no prompt e encontrei uma lista de comandos. A “ajuda” não ajudou em nada. A
lista de comandos continha coisas como alias, break, continue, pwd, loadfont,
etc, mas nenhuma informação sobre o que cada um deles faz ou como usá-los.
Novo reinício. Desta vez, por razões que apenas o deus Linux
conhece, surgiu a interface gráfica do Ubuntu. Finalmente! Quer dizer, quase. Após
10 minutos, o Ubuntu terminou a instalação e reiniciou automaticamente.
Depois disso, tudo funcionava. O Ubuntu finalmente estava disponível
no dual-boot e funcionou normalmente. Ele foi tão confiável que eu não experimentei
nenhum crash ou tela azul da morte, seja no sistema operacional (SO) ou nas
aplicações – algo que eu não posso dizer no Windows XP.
E o mais impressionante – para mim, pelo menos – o Ubuntu reconheceu
todo o hardware no meu T41, incluindo o cartão wireless embutido, o que evitou
a busca por drivers. Se a Microsoft tivesse feito um trabalho positivo como
esse no Vista, talvez o sistema operacional não tivesse passado por tantos
problemas.