O ano de 2015 marcou essa revolução, com novos empreendimentos se aperfeiçoando na experiência bancária, oferecendo serviços cada vez mais especializados. E não somente esses novos entrantes podem representar uma concorrência para bancos e seguradoras, mas também as gigantes de tecnologia, como Google, Apple e Amazon, que também estão entrando no ramo.
O que podemos esperar, então, para o futuro dos serviços financeiros pessoais? Erin Shipley, investidora em estágio inicial na Karlin Ventures, aponta algumas tendências em uma coluna do TechCrunch. Confira.
1. Processos e serviços que promovam eficiência e reduzam desperdício
Processos eficientes resultam em economia de tempo e, consequentemente, dinheiro. Com essas novas tecnologias, vemos uma janela para trabalhar com fornecedores de legados para melhorar a experiência do usuário. Processos como garantia de hipoteca, ou encontrar a melhor apólice de seguro são processos historicamente lentos e dolorosos para consumidores. Além disso, novas plataformas fornecem um processo de busca transparente e intuitivo para que consumidores encontrem produtos como seguros, ajudando a impulsionar novos negócios para seguradoras no sentido de oferecer produtos que não eram tão utilizados.
2. Repensando o crédito: novas abordagens para riscos… e recompensas
Millennials, o grupo que se tornou foco de muitas inovações desenvolvidas pelas fintechs, agora respondem por 25% da população dos EUA – e também o mais diversificado, com 44% deles sendo compostos por minorias étnico-raciais. Eles também compõem 25,2% da população de crédito, mas em média, têm contagens de crédito piores. Novas abordagens à análise do risco e fidelização de clientes são necessárias para endereçar esse grupo tão diverso.
3. Finanças inteligentes
Aplicações de inteligência artificial em finanças continuarão a implementar serviços financeiros prestados a consumidores em uma variedade de verticais.
Alguns apps conseguiram criar valor para o consumidor ao automatizar e otimizar a poupança pessoal, e a próxima onda de inovação vai se concentrar na criação de um conjunto completo de serviços que utilizam AI com foco na saúde financeira e alfabetização. Imagine um concierge financeira pessoal que automaticamente ajuda a otimizar seus gastos, poupança e investimentos com base em seus próprios hábitos e metas pessoais?
4. Inovação para não bancarizados
Nos Estados Unidos há um mercado enorme e diversificado de grupos carentes – cerca de 28% da população EUA é não bancarizada ou sub-bancarizada. E, para aqueles que operam fora do sistema bancário tradicional, pode ser oneroso e ineficiente. Startups surgem, então, para atender essa faceta da população e oferecer alternativas – as oportunidades aumentam ainda mais com o aumento da penetração de smartphones.