Resposta da FCC
Em comunicado, o chairman da FCC, Thomas Edgar Wheeler, agradeceu a declaração de Obama, dizendo que essa é “uma adição importante e bem-vinda para o registro do processo de abrir a internet”. “Assim como o presidente, acredito que a internet deve permanecer como plataforma aberta para a livre expressão, inovação e crescimento econômico. A internet não deve beneficiar alguns em detrimento de outros. Não podemos permitir que redes de banda larga cortem ofertas especiais para priorizar o tráfego de internet e prejudiquem os consumidores, a concorrência e a inovação”, afirmou.
No documento, Wheeler disse ainda que como agência reguladora independente a FCC vai incorporar a apresentação de Obama para o registro do processo de abrir a internet.
Oposição da organização wireless
Já a Cellular Telecommunications Industry Association (CTIA), organização sem fins lucrativos que representa o setor de comunicações sem fio nos Estados Unidos, afirmou que está empenhada, junto com seus membros, em entregar uma internet móvel aberta, mas a regulamentação de utilidade pública “do século passado coloca em risco o investimento e a inovação da indústria wireless, que movimenta US$ 196 bilhões anualmente no país”. “A indústria sem fio nos EUA desempenha papel vital na economia do país, empregando mais de 3,8 milhões de norte-americanos”, relatou.
Segundo a entidade, a imposição de regulamentação antiquada, ou Title II, sob o ecossistema móvel sem fio seria uma reação exagerada que iria ignorar os pontos de vista dos membros do Congresso e da FCC, imporia regulamentação inadequada em uma indústria dinâmica e ameaçaria a capacidade das operadoras de celular de investir e inovar, tudo em detrimento dos consumidores. “A CTIA se opõe fortemente a essa abordagem”, disse.