A história envolvendo PT Portugual, Oi e Rio Forte ganhou novo capítulo. Depois de o ex-presidente da portuguesa, Henrique Granadeiro, ter solicitado nesta semana a anulação da fusão das empresas, a Oi afirmou, por meio de nota, que a movimentação é “irreversível” e se diz vítima das aplicações realizadas na RioForte.
A Oi reforçou que a operação está juridicamente concluída e que a Legislação brasileira, que rege a operação, não prevê eventual descumprimento contratual como fundamento para a desconstituição de um aumento de capital finalizado.
No entendimento da Oi, o episódio RioForte causou sérios danos à imagem da operadora de telefonia, “fazendo inclusive com que ela sofresse um downgrading das agências internacionais de rating, dificultando acesso ao mercado de capitais e aumentando o custo de capital”, disse, completando que “a Oi está fazendo o que é certo diante deste cenário e trabalha arduamente para superar o desafio que esse episódio gerou para as companhias”.
Segundo o comunicado, a Oi “vem centrando todos seus esforços no apoio à apuração dos fatos para contribuir com as devidas responsabilizações pelos atos praticados, e tomará todas as medidas pertinentes”, reiterou.
Para a empresa, a assembleia de acionistas da PT SGPS marcada para o dia 22 de janeiro é a melhor oportunidade para assegurar o futuro sustentável da PT Portugal e da Oi. “A Oi considera também que a venda da PT Portugal é o melhor para todos os seus acionistas diretos e indiretos, inclusive para a PT SGPS, cujo principal ativo consiste no investimento na própria Oi”, reforçou.