A resposta para a pergunta feita ao Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, na manhã de hoje (14/10) na Futurecom, sobre se a Oi vai comprar a TIM, ou vice-versa, talvez tenha sido dada nas entrelinhas durante palestra do presidente interino da Oi, Bayard Gontijo, quando disse: “A Oi será e é protagonista da consolidação no Brasil”. Na última semana, o executivo já havia falado sobre esse posicionamento, reforçado mais uma vez durante o evento.
Gontijo não falou com a imprensa após sua apresentação para esclarecer se seria a Oi, então, que compraria a TIM caso uma consolidação acontecesse. “Hoje, não vou falar. Somente após a entrega dos resultados da empresa”, esquivou-se.
Outra dúvida levantada nessa manhã sobre a perda da competitividade da Oi por não ter feito parte do leilão da faixa 700 MHz foi esclarecida durante a palestra do executivo. Ele afirmou que a Oi não participou do leilão, mas que tem espectro para oferecer o serviço. A operadora vai compartilhar 6,2 milhões de estações com a TIM, sendo 3,7 mil já em 2014, estratégia que permitirá redução de 50% com custos de equipamento e ponto de falha.
O presidente interino da Oi detalhou a estratégia da empresa, baseada em três pilares, para fortalecer-se no mercado. O primeiro deles é retomar o crescimento. Gontijo explicou que, para isso, a Oi vai alavancar os bundles, relançar a OiTV e vai reforçará a estratégia demográfica.
Além disso, prosseguiu, a Oi busca rebalancear a estrutura de capital, aumentando produtividade, otimizando investimentos e aprimorando a eficácia nos controles internos, além de aplicar asset monetization. O terceiro pilar apontado pelo executivo é a estratégia de negócio, que inclui ofertas convergentes (TV, velox, fixo e móvel), dados móveis e ICT e conectividade B2B.
Ao final, Gontijo destacou os desafios atuais da operadora. Entre eles estão a venda de ativos para garantir a flexibilidade financeira de curso prazo, prosseguir com o processo de turnaround operacional e protagonizar os movimentos de consolidação.