Apesar da polêmica em torno das empresas
Over-The-Top (OTTs) premium, como WhatsApp e Netflix, estudo da MTM, Vindicia e Ooyala, mostra que o serviço vai crescer no Brasil, Argentina e México, com Brasil liderando o salto.
Participantes da indústria em toda a região acreditam que os mercados-chave dobrarão de tamanho entre 2015 e 2018, de US$ 180 milhões para US$ 460 milhões no Brasil, de US$ 45 milhões para US$ 115 milhões na Argentina, e de US$ 240 milhões para US$ 450 milhões no México.
Os dados do levantamento mostram que os principais fornecedores de televisão por assinatura e grupos de mídia regionais estão investindo em serviços adaptados aos interesses locais, aumentando a consciência do consumidor e abrindo o caminho para um crescimento significativo do mercado até 2018.
Na avaliação de Jon Watts, sócio-diretor da MTM, o mercado de OTT premium na América Latina se desenvolveu de forma mais lenta e agora há espaço para expansão. “Enquanto Netflix e outros concorrentes internacionais terão de preencher a lacuna de conteúdo local, todos enfrentarão desafios de infraestrutura de banda larga frágeis, estimular o conhecimento e a mudança de comportamento do consumidor, além de métodos de processamento de pagamento”, afirmou.
O mercado latino-americano de OTT premium, de acordo com Bryta Schulz, vice-presidente sênior de marketing da Vindicia, vale US$ 756 milhões, o que representa 58% do crescimento entre 2012 e 2015. “A Netflix responde sozinha por 66 por cento deste mercado. No mesmo período, houve uma proliferação de lançamentos de menores prestadores de serviços de streaming que, apesar das barreiras atuais, é o futuro do entretenimento da América Latina, assim como em outras partes do mundo.”
Contudo, os profissionais da indústria ouvidos estão otimistas sobre as perspectivas futuras para o mercado, mesmo diante de desafios como infraestrutura de banda larga insuficiente, fortes provedores de TI locais, altos índices de pirataria e complicações quanto ao pagamento.