E se um simples algoritmo fosse o necessário para programar a inteligência artificial (AI, na sigla em inglês) de amanhã para pensar como seres humanos? De acordo com artigo publicado na revista Frontiers in Systems Neuroscience, isso pode ser fácil.
De acordo com a publicação, pesquisadores por trás da teoria apresentaram evidências experimentais para a Teoria da Conectividade – teoria de que todos os processos cerebrais estão interconectados. Simplificando bastante o conceito que eles chegaram, um algoritmo poderia mapear como o cérebro processa informações.
A pesquisa descreve grupos de neurônios semelhantes formando vários anexos destinados a lidar com ideias básicas ou informações. Esses agrupamentos formam o que os pesquisadores chamam de “motivos de conectividade funcional” (FCM, na sigla em inglês), que são responsáveis por todas as possíveis combinações de ideias.
Para testar a teoria, a equipe analisou e documentou como o algoritmo funcionou em sete regiões distintas do cérebro. Cada região lidava com respostas primitivas como medo ou comida, em roedores de laboratório. Os pesquisadores então traçaram o número de agrupamentos, ou cliques, fornecendo uma de quatro diferentes combinações de alimentos – roedores biscoitos, pellets, leite ou arroz – e ouvir a resposta do cérebro. No geral, eles traçaram 15 combinações únicas de respostas, todas as quais parecem estar pré-conectadas no cérebro. Ao apresentar o alimento aos roedores, as respostas aconteceram naturalmente e desapareceram após o estímulo ter ido embora.
Ser capaz de visualizar como o cérebro funciona em forma algorítmica é uma ideia fascinante. Infelizmente, esse algoritmo não é a chave para ser mais inteligente, pelo menos nos seres humanos. Nos robôs, no entanto, a capacidade de compreender o funcionamento interno do cérebro pode levar a descobertas na inteligência artificial.