Dados serão usados em combinação em investigações, para identificar suspeitos, foragidos e até pessoas desparecidas
A parti de terça-feira (28), a Polícia Civil de São Paulo passa a contar com registros de reconhecimento facial para a segurança pública. O conceito vem para identificar suspeitos de crimes, foragidos e pessoas desaparecidas.
Anunciado pelo Governador João Doria e João Camilo Pires de Campos, Secretário de Segurança Pública, a novidade integra o Laboratório de Identificação Biométrica – Facial e Digital, localizado na sede do IIRGD (Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt).
O sistema biométrico existe desde 2014. Chamado de Sistema de Identificação Automatizada de Impressões Digitais, seu papel é localizar e cruzar dados de impressões digitais; e agora conta com o reconhecimento facial.
Neste momento, um banco de dados com cerca de 30 milhões de dados biométricos está disponível para o sistema. Ele também está ligado a outras plataformas, permitindo integração com outros bancos para cruzamento de dados.
“É a mais moderna plataforma digital do país nos Estados. É tecnologia a serviço da segurança pública e que melhora a eficiência investigativa”, disse o Governador.
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Ruy Ferraz Fontes, Delegado-Geral da Polícia Civil, afirmou que a tecnologia não será usada de forma isolada “como meio de prova”. “Nós vamos ‘linkar‘ a outros procedimentos da Polícia Civil e formar um conjunto que vai determinar se um sujeito, que é o suspeito, praticou um delito ou não”, disse.
O uso de tecnologias de reconhecimento facial traz um certo receio, pois os sistemas podem se tornar enviesados. Em Copacabana, Rio de Janeiro, uma mulher foi presa no último ano porque a tecnologia se confundiu.
Segundo Doria, a tecnologia será operada com apoio humano. “Temos que ter cuidado no acompanhamento da própria tecnologia e ter um grupo de trabalho, como há, de supervisão permanente para que nenhuma falha ocorra e, se ocorrer, ser suprimida rapidamente”.
Com informações de: Governo do Estado de São Paulo, Estadão.