Apesar de pouco comum entre as empresas brasileiras, as práticas de Gerenciamento de Ciclo de Vida de Aplicações (ALM, na sigla em inglês) são importantes para definir todo o processo que guia a vida útil de uma aplicação desde a sua concepção, passando pela construção, operação e evolução.
Segundo Jeffrey Hammond, principal analista de pesquisas da Forrester, a medida serve para observar não apenas qual é o método de construção, mas também é uma forma de mensurar quanto a empresa está gastando do seu dinheiro no gerenciamento daquele ativo corporativo.
“É importante compreender como o ALM precisa apoiar o modo como o desenvolvimento de aplicações acontece, para maximizar seus efeitos”, explicou.
E é justamente por entender a importância da prática que Grupo Fleury começou a desenvolver um programa de ALM para uma adoção a longo prazo. Segundo o Corporate IT Manager da companhia, Renato Maldonado, a empresa não possuía sincronia entre os ambientes utilizados. Então, o primeiro passo para a estruturação e avaliação das etapas foi a adoção da solução Team Foundation Server.
Com três pessoas na equipe e cerca de R$ 100 mil para iniciar as mudanças, Maldonado vê de maneira positiva a movimentação em torno de tecnologias mais precisas para melhorar a gestão das companhias e detalha os próximos passos a serem dados pelo Grupo.
“O próximo passo será inserir funções de rastreabilidade e integração, além de aumentar o controle sobre versões de softwares. Ainda este ano pretendemos implementar a geração de pacotes e a automação de testes funcionais”, planejou.
Rotina de Projetos
Já o jornal Valor Econômico incorporou algumas mudanças em sua rotina de gerenciamento de projetos de TI. Com cerca de 50 funcionários no setor, o Quality Assurance Manager da companhia, Leandro Thezolin, precisou encontrar uma forma de controlar os processos envolvendo mais de 40 serviços, distribuídos em mais de 20 servidores e conectando-se à mais de 70 bases de dados.
“A complexidade era fazer o desenvolvimento do Valor PRO funcionar de forma ágil. Para isso, começamos a utilizar o Release Management para gerenciar as etapas do processo de maneira mais controlada”, explicou Thezolin.
A adesão à prática proporcionou à companhia a possibilidade de proporcionar integração contínua de banco de dados, além de facilitar na automação de teste de interface. Com a automação, o tempo de testes foi reduzido de cinco minutos para apenas um, o que tornou a operação mais eficiente.
“Foi reduzido o custo de instalação, de navegação, o risco operacional na base de dados e foi possível melhorar a qualidade do produto”, detalhou Thezolin. Segundo o executivo, a implementação total do processo demorou cerca de três anos, com custo aproximado de R$ 500 mil.