Logo após a Oi ter referendado as vendas dos ativos da Portugal Telecom no exterior, as notícias em torno de uma proposta de fatiamento da TIM entre Oi, Vivo e Claro voltaram a circular o mercado brasileiro. Tais boatos levaram, inclusive, o diretor de relações com investidores da TIM a emitir um comunicado em resposta a um ofício da Bovespa que questionava a operadora por conta do alto volume de negócios com seus papéis na terça-feira (10/12), quando os rumores ganharam mais força. Nesta quarta-feira (11/12), o presidente da TIM, Rodrigo Abreu, em conversa com jornalistas em São Paulo, reforçou o comunicado dizendo não ter conhecimento de um acordo entre os três concorrentes ou mesmo ter recebido uma oferta formal.
Assim como já havia se posicionado recentemente, Abreu afirmou que segue com a execução do seu planejamento estratégico, lembrando movimentos como a aquisição do lote de frequência para operar 4G em 700 Mhz, a elevação de investimentos, ampliação da infraestrutura de fibra e até a reorganização interna que culminou com uma unidade voltada exclusivamente ao atendimento do setor corporativo.
“As análises que faremos são naturais do ambiente de especulação que fala em combinação, compra, fusão. Qualquer empresa responsável faria uma análise para entender se seria ou não atrativo”, comentou. “A empresa não é ingênua e olhamos o ambiente, se existem discussões de consolidação a empresa não pode estar imune e ser passageira da situação. É natural que façamos análises, mas seguimos com nosso plano em execução.”
Questionado, então, se ainda haveria espaço para quatro grandes players no País, Abreu lembrou da escala do mercado brasileiro e comparou com mercados europeus que chegam a ter seis players mesmo tendo uma fração da nossa escala. O presidente da TIM frisou ainda que não existe no Brasil um ambiente onde o quarto colocado está muito distante dos demais, o que mostra um equilíbrio no cenário. “Nós temos desempenho financeiro e operacional que garante sustentabilidade de longo prazo e não sei se todos podem dizer o mesmo.”
Abreu falou ainda sobre a saúde da Telecom Italia, que controla a TIM Brasil, dizendo que a companhia tem hoje uma situação totalmente diferente da vista há alguns anos, com endividamento reduzido, aumento da geração de caixa e até retomada de share em mercados importantes, finalizando que, atualmente, já não se questiona mais a capacidade ou situação financeira do grupo.