Existe um certo consenso em algumas empresas e organizações que permitindo a empregados maior mobilidade, aumenta-se a produtividade. E com a consumerização de produtos de informática – software e hardware – algumas empresas permitem seus empregados usarem seu próprio dispositivo de TI (laptop, celular, tablet) para acessar sistemas no ambiente corporativo. É a tendência conhecida como BYOD (Bring Your Own Device).
Empresas que embarcaram na tendência de BYOD acreditam que, apesar da economia na compra de equipamento, a redução real em custos não é necessariamente uma realidade já que BYOD pode aumentar o custo de TI suportando uma grande variedade de plataformas, como em muitos casos. E existem ainda os custos adicionais para garantir uma política de segurança que não exponha a empresa a riscos desnecessários.
Existe alternativa entre o rígido ambiente padrão de hardware e software fornecidos pela maioria das empresas e a flexibilidade do BYOD. Algumas organizações estão agora considerando o CYOD (Chose Your Own Device), no qual empregados podem escolher a plataforma de TI que gostariam de usar, entre várias opções fornecidas pela área de TI da empresa.
O CYOD permite maior controle do número de plataformas a serem suportadas, permite que softwares licenciados para equipamentos pertencentes às empresas possam ser instalados no device escolhido pelo empregado. Além disso, permite reduzir problemas na área de segurança de dados e sistemas operacionais, e também novos problemas como o apresentado pela fragmentação do sistema operacional Android com suas diferentes versões em diferentes modelos de tablets e celulares.
Em ambiente CYOD todos equipamentos e software são pagos, fornecidos, gerenciados e administrados pelo empregador, mas ao mesmo tempo permite ao empregado usar o dispositivo para uso pessoal, dentro dos limites de uma política da empresa. Tal controle e aderência a uma política é muito mais difícil no ambiente BYOD.
Uma política de CYOD também permite a alocação de equipamento de TI de acordo com o cargo e necessidades de uma área ou empregado. Por exemplo, empregados que passam grande parte do horário de trabalho fora da companhia podem se beneficiar de produtos tais como Microsoft OneDrive e Google Docs rodando em ambientes operacionais pré-selecionados. Outros que trabalham principalmente no escritório e em casa, podem se beneficiar mais usando um sistema operacional em um produto híbrido laptop-tablet e seus respectivos softwares.
Independentemente da escolha entre BYOD ou CYOD, a organização terá que investir em adicionais produtos para implementação de uma política de segurança e gerenciamento de equipamentos, principalmente investindo em um produto que atenda a demanda na área de gerenciamento de equipamento móvel (solução em inglês chamada de MDM, sigla para Mobile Device Management). O CYOD permite maior flexibilidade ao usuário, maior mobilidade, e ao mesmo tempo, trazendo de volta ao empregador um certo nível de controle no acesso seguro aos seus sistemas.
E líderes na área de TI precisam começar a considerar uma nova tendência no mercado. Com sua consumerização, o chamado BYOA (Bring Your Own Application), pela qual funcionários querem usar ferramentas que já usam no dia a dia tais como Evernote, OneDrive, Google Docs, Dropbox entre tantas outras no mercado consumidor… Mas esse é assunto para outro momento.
Por Newton Braga, líder de TIC da UNSW – Australian Defence Force Academy