Quando Adam Feinberg tentava descobrir como sintetizar o tecido humano, há quatro anos, seus materiais de apoio eram os mais simples possíveis: um liquidificador de cozinha, alguns pacotes de gelatina e uma impressora 3D no valor de US$ 2 mil.
Em entrevista à Bloomberg, o engenheiro biomédico que dirige um laboratório na Universidade Carnegie Mellon, contou que não tinha financiamento externo quando começou. Por isso, ele optou pela forma mais barata.
Em artigo publicado na última semana no Science Advances, Feinberg e seus colegas descrevem como eles refinaram a técnica para imprimir réplicas estruturais do tecido das artérias, cérebro e outros órgãos fora de proteínas como colágeno e fibrina. As formas que eles criaram não estão funcionando em órgãos com células vivas. No entanto, um dia podem evoluir para cultivo em tecidos reais.
O avanço de Feinberg está fundamentado em descobrir como manter as estruturas moles criadas por uma impressora 3D modificada. Ao contrário de plástico, o material normal de uma impressora 3D, o colágeno não irá manter a sua forma, uma vez que foi sintetizado, a menos que tenha algum suporte.
A relativa simplicidade do processo significa que ele irá permitir que outros construam inovações semelhantes, disse Tommy Angelini, professor da Universidade da Flórida, cujo laboratório recentemente publicou um método semelhante para engenharia de tecidos complexos.
No curto prazo, o novo método de impressão 3D pode permitir que médicos façam réplicas em laboratório de partes do corpo de pacientes. As empresas farmacêuticas poderiam, por exemplo, usar esses modelos para testar novos medicamentos de risco antes de serem utilizados em seres humanos.