O Museu Imperial, em Petrópolis (RJ), reúne grande parte da história da monarquia brasileira. O espaço, que era a casa de veraneio de Dom Pedro II, foi um antigo sonho de seu pai, Dom Pedro I. O local começou a ser erguido em 1845 e finalizado apenas em 1962.
Traduzindo o estilo da época, o prédio neoclássico passou a abrigar o Museu em 1943. Hoje, o local conta com um acervo de mais de 300 mil itens da família real, muitos deles recuperados após doações.
E para eternizar o patrimônio do Museu Imperial, a Autodesk, a Leica Geosystems, a Drone Imperial e a Realize Tecnologia, iniciaram um projeto que busca preservar digitalmente o Museu.
O objetivo do trabalho é captar imagens da edificação tanto internamente quanto externamente, para executar com precisão ações de preservação do local. Além disso, a ideia é criar experiências para os mais de mil visitantes diários do Museu.
O primeiro passo do trabalho foi a captação de imagens externas, por meio de drones. Elas ajudarão a direção do Museu a saber, por exemplo, qual a quantidade de piso e tinta necessários para futuras intervenções na estrutura.

Drone a postos para mapear o local (Foto: Déborah Oliveira)
A segunda fase, que estava em execução durante a visita do IT Forum 365 ao local, contemplou o escaneamento a laser do exterior e interior do prédio com todos os detalhes dele.

Leica Geosystems realiza o escaneamento a laser do Museu (Foto: Déborah Oliveira)
Agora, por meio dos softwares Autodesk Recap e Autodesk Infraworks, a Autodesk fará o tratamento das imagens externas do Museu e seu entorno apresentando a Nuvem de Ponto posicionada no terreno. O trabalho vai criar um ambiente de navegação virtual com interatividade. Todo o processo deve consumir cerca de três meses.

Drones mapearam imagens externas (Foto: Déborah Oliveira)
“Vamos doar todos os materiais para o Museu. Assim, eles farão parte do seu acervo”, afirmou Ricardo Cardial, technical sales specialist AEC da Autodesk. De acordo com ele, em um segundo momento, será possível prover uma visita com base em realidade virtual. Isso tudo com interatividade, permitindo aos visitantes mudar cores dos ambientes e se sentirem dentro dos lugares que a família real viveu.
Outra proposta que será avaliada é a criação de um modelo tridimensional do Museu para impressão de maquetes em 3D para deficientes visuais.
Fernando Ferreira Barbosa, subdiretor do Museu Imperial, mostrou-se animado com as novidades que a tecnologia possibilitará para o Museu. “As possibilidades são muitas”, comentou. Ele completando dizendo que agora o Museu conseguirá eternizar seu acervo e levar seu patrimônio para gerações futuras.
Confira no vídeo abaixo, do blogueiro do IT Forum 365, Flavio Xandó, mais informações sobre o projeto.
*A jornalista viajou a Petrópolis (RJ) a convite da Autodesk