Apenas 15% dos brasileiros confiam completamente em suas empresas de cartão de crédito para proteger seus dados, de acordo com um levantamento realizado pela Fortinet. A desconfiança também ocorre com bancos (23%), varejistas (6%) e empregadores (14%) e com a segurança das informações inseridas nas redes sociais.
Apesar da falta de confiança, os próprios usuários não se protegem adequadamente. De acordo com a pesquisa, 81% dos entrevistados da América Latina afirmaram ter implementado senhas fortes. Mas essa é a única forma de proteção que eles utilizam, ignorando completamente proteções complementares como a autenticação de dois fatores e a utilização de serviço de gerenciamento de senha.
“Os consumidores estão mais preocupados do que nunca em terem informações pessoais comprometidas por uma falha de dados, no entanto, não estão mudando seu comportamento”, disse Derek Manky, estrategista sênior de segurança do FortiGuard Labs, da Fortinet. “O cenário de ameaças em evolução torna-se mais importante do que nunca para que as empresas repensem suas abordagens para segurança de dados. Eles precisam de um parceiro de segurança que possa protegê-los de ameaças, não importa o tipo ou origem, tanto hoje como no futuro”.
Mais da metade dos consumidores (62%) acredita que os computadores pessoais são o principal vetor utilizado para vazamento de dados, seguido por smartphones (22%), e apenas 2% dos respondentes cogitam a possibilidade de que Smart TVs ou sistemas de videogame representar algum risco de vazamento – mostrando a falta de informação sobre questões de segurança relacionadas à internet das coisas (IoT, na sigla em inglês).
Outro dado interessante da pesquisa é com relação à reputação da empresa com quem estão compartilhando dados: 64% dos respondentes não fariam negócios com empresas que sofreram violações ou tiveram dados vazados.
O levantamento para a pesquisa foi realizado pela GMI, uma divisão da Lightspeed Research, fornecedor de soluções baseadas em tecnologia e respostas on-line para pesquisa de mercado global. O estudo coletou mais de cinco mil respostas de consumidores de toda a região da América Latina durante o mês de abril de 2015.