A transformação digital dos negócios parece ser uma espécie de novo mantra para os executivos de TI. Cada vez mais pressionados a entregarem mais eficiência com menor custo, esses profissionais precisam, agora, provar um valor ainda mais alto: a possibilidade de realmente transformar ou liderar uma transformação dos negócios. Ao menos é o que fica evidente no mais recente Índice Global de Conectividade produzido pela Huawei e apresentado pela companhia em seu principal evento para clientes e parceiros, o HCC 2014, em Xangai.
Na Alemanha, considerado o país mais conectado pelo estudo da fabricante chinesa, a indústria já extrai como benefício produtividade 30% maior. O país europeu, que tradicionalmente investe pesado em tecnologia e inovação, já está com suas bases prontas para o que a Huawei chama de indústria 4.0 em seu levantamento. Mas olhando para os segmentos econômicos, o relatório aponta, de forma global, finanças, óleo e gás e educação como os mais bem posicionados e classificados como transformadores no quadrante produzido pela companhia, ou seja, corporações que têm TIC como principal força transformadora do negócio.
De forma mais ampla, além desses três, outros setores que aparecem com boa pontuação no relatório são: governo, utilities e saúde. “O planejamento do budget mudou muito e 65% das empresas pesquisadas planejam investir mais em TIC nos próximos dois anos”, afirmou William Xu, Chief Strategy Marketing Officer da Huawei, durante a apresentação do Índice. “TIC está não apenas para melhorar a eficiência mas também para transformar e liderar seu negócio.” De acordo com o levantamento, apenas o setor financeiro aumentará o investimento em TIC em mais de 5% nos próximos dois anos.
Os CIOs que responderam ao estudo posicionaram banda larga móvel, cloud computing, big data e internet das coisas como as principais tecnologias que devem transformar o futuro. Levando a fabricante a projetar globalmente, para 2020, gastos totais em TIC da ordem de U$ 5 trilhões. Por outro lado, os mesmos executivos que se mostram encantados com tais tecnologias, relataram como preocupação para esse momento transformador a qualidade da rede, aspectos lidados à segurança dos dados e conhecimentos técnicos para lidar com todo esse arsenal tecnológico.
Observado apenas as preocupações, segurança e qualidade da rede não chama tanta a atenção, uma vez que os executivos de TI têm batido nessa tecla desde o advento do modelo de computação em nuvem Ainda que muitos entendam que segurança seja um obstáculo superado, a qualidade da rede ainda tem dificultado muitos projetos e essa problemática deve se intensificar na medida em que internet das coisas ganha corpo e as conexões se multiplicam de maneira impensável. Estimativas da Huawei apontam para 100 bilhões de conexões até 2025 (sendo 90% entre sensores inteligentes). Assim, a segurança, antes superada, volta com força total como preocupação, uma vez que os limites tornam-se totalmente desconhecidos.
Custo, agilidade e acesso aos dados em tempo real também aparecem entre as preocupações, mas bem atrás das três mencionadas, mostrando que o básico ainda precisa ser trabalhado antes que o tão sonhado mundo conectado seja uma realidade, especialmente em países emergentes como o Brasil, com sérios desafios de infraestrutura a serem superados.
O capítulo voltado ao mundo corporativo do relatório avaliou 10 indústrias em quatro grandes categorias: intensidade de TIC, eficiência inovação e engajamento. Neste último, a companhia levou em consideração o engajamento de clientes nos canais utilizados e o compromisso atual e futuro com vendas digitais.
*O IT Forum 365 viajou à Xangai a convite da Huawei