A
experiência imersiva de realidade virtual parece que foi feita sob medida para
esportes. E nos últimos meses ligas nos Estados Unidos, desde o National Basketball Association até a Liga de Hóquei, têm transmitido jogos em realidade virtual com o objetivo de leva verossimilhança e drama para seus eventos ao vivo.
O Bellator MMA, misto de campeonato de artes marciais da gigante de mídia Viacom, tem lançado mão do recurso. Mas enquanto outros esportes usando VR (do inglês virtual reality) para capturar ações ao vivo, a Bellator planeja fazer com que espectadores experimentem rituais pré-luta, treinos e lutas de verdade, fazendo até com que fãs sintam como é levar um soco no rosto, por exemplo.
Jason Jordan, diretor de operações da liga de basquete, se diz desapontado sobre o estado atual dos jogos em realidade virtual, sentimento compartilhado por analistas e fãs de esportes, que dizem que a experiência é somente um pouco mais envolvente do que a transmissão convencional.
Líderes de tecnologia têm falado sobre realidade virtual por pelo menos 30 anos. Agora, finalmente, chips, sensores e softwares estão ficando bons o suficiente para comercializar a experiência.
Não há dúvidas sobre o potencial de VR como plataforma de jogos. Contudo, a questão é se ela transformará o entretenimento de forma mais ampla. Ligas esportivas estão apostando que VR vai aprofundar a lealdade dos fãs existentes e ajudar a alcançar audiências mais jovens.
Para sustentar o interesse do espectador, a TV ao vivo investe em close-ups de movimentos que seriam difíceis de ver até mesmo de assentos na primeira fila. Os cinegrafistas são altamente treinados para procurar esses momentos. Em experiências de realidade virtual, não há direção para onde concentrar. Os fãs de futebol americano poderiam facilmente perder o touchdown da vitória se eles estiveram ocupados olhando para o quarterback.
A ideia no MMA é levar espectadores para experimentar momentos privados de lutadores enquanto eles se preparam para a batalha. Até porque, acompanhar uma luta toda ou outro tipo de esporte ao vivo demandaria horas e horas usando óculos de realidade virtual, o que não é recomendado por especialistas, uma vez que mexe com os sensos das pessoas.