Em abril de 2007, a Arcos Dourados, uma empresa formada pela Capital International Private Equity Fund, Gávea Investimentos e DJL South American Partner, comprou a licença da marca McDonald’s em 18 países da América Latina e Caribe. Com faturamento de US$ 2,3 bilhões, a nova operadora tratou de acelerar os planos de expansão da rede, anunciando investimentos de US$ 350 milhões em toda região nos próximos três anos. A nova estrutura, liderada pelo empresário colombiano Woods Staton e sediada em Buenos Aires (Argentina), afetou diretamente a TI de cada uma das divisões da AL. Elas vão trabalhar a unificação de suas principais aplicações. Um desafio que o diretor de TI para o Brasil, Roberto Galdieri, está disposto a vencer.
InformationWeek Brasil – Como a nova formação afeta a TI?
Roberto Galdieri – Temos o desafio de fazer com que a TI da América Latina seja única. Até agosto de 2007, eu respondia diretamente para a diretora de TI da AL, que era norte-americana. Havia uma estrutura nos Estados Unidos que fazia o gerenciamento da região e as áreas atuavam de forma mais independente – com seu time e seus sistemas, mas compartilhando as melhores práticas. Agora, trabalhamos de forma mais integrada e respondendo para o CIO da AL (Luciano Parola) e, inclusive, unificando as principais aplicações.
IWB – O que está na agenda para este ano?
Galdieri – O grande projeto de unificação é do sistema de administração de pessoal de restaurante – as lojas vão receber um sistema baseado na web. Estamos em fase de implantação. A Argentina e a Venezuela já estão usando, e o Brasil passará a usar a partir de 2008. Hoje, toda a administração de pessoal dos restaurantes é feita com BPO. Os restaurantes preenchem um monte de papéis e mandam para uma empresa fazer os inputs de dados. Com o sistema web, o gerente de restaurante poderá fazer automaticamente estas modificações. Vamos economizar em back office e diminuir o erro.
IWB – Quais são os impactos da unificação dos sistemas para a companhia?
Galdieri – Ganho com a redução do time to market de novas soluções ou novos serviços por ter uma base única. E os custos de on going, normalmente, ficam mais baratos, porque tenho uma plataforma unifica para administrar, um conjunto de aplicações e um serviço que está padronizado.
IWB – E os impactos negativos?
Galdieri – A América Latina é uma região bastante heterogênea. Muitas vezes, uma solução que é muito boa para o Brasil é demasiado para o Equador. E vice-versa. Então, temos de encontrar um equilíbrio entre as soluções para que eu possa deixá-las disponíveis da forma mais padronizada possível. Também pegamos as melhores práticas e ferramentas bem-sucedidas em um país para ser padrão.
IWB – Além do sistema de RH, qual é o outro grande projeto para 2008?
Galdieri – É justamente o alinhamento da TI, ou seja, trabalhar para ser uma área única. Para isto, teremos de implementar novas ferramentas para a organização fazer um melhor uso de TI – e aí entra a governança e conceitos de Itil. Estes dois pontos funcionarão como alicerce para a TI ser mais eficiente nesta ?empresona’, porque antes era mais fácil para fazer o gerenciamento.
IWB – Por que antes era só Brasil?
Galdieri – Sim. E agora fazemos parte de um grupo de TI maior. Então, se houver uma necessidade em outro país e o Brasil tiver expertise, poderemos ser convocado para resolver o problema.
IWB – São quantos CIOs na região?
Galdieri – São quatro diretores-regionais, um para cada região (Brasil, Sul da América Latina, Norte da AL e Porto Rico e Caribe). Na estrutura da América Latina, respondo para o CFO e, no Brasil, para o presidente.
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