Essa é uma questão complicada, por diversos motivos. Primeiro, a cultura corporativa é historicamente fechada e conservadora. Segundo, alguns incidentes sérios relacionados ao abuso de funcionários das redes sociais apavorou alguns executivos em relação à reputação da gestão e da exposição legal. E, existe ainda, resquícios das antigas reclamações sobre a distração gerada no ambiente de trabalho devido à introdução dos sites de e-commerce.
A Morse PLC, empresa de serviços de TI, alegou, após uma pesquisa realizada no final do ano passado, que o uso das redes sociais no trabalho custou, aos negócios do Reino Unido, 1,38 bilhão de libras (US$ 2,23 bilhões), em um ano, por perda de produtividade.
Ainda assim, muitas empresas estão abraçando, cada vez mais, as mídias sociais. A General Motors oferece um vídeo-curso, em sua intranet, que introduz os novatos aos princípios básicos das redes sociais e às políticas da empresa a respeito de seu uso; cerca de três mil funcionários da GM assistiram a esse vídeo.
Um curso mais avançado é oferecido pelo grupo de Christopher Barger, diretor de mídia social da montadora, que treina os funcionários para se tornarem profissionais da mídia social e professores; cerca de 500 funcionários já completaram o treinamento.
O objetivo, para a GM e todas as outras empresas que abraçam uma estratégia liberal de rede social, consiste em: permitir que os especialistas em determinado assunto interajam diretamente com os clientes e parceiros; e promover vozes autênticas como representantes da empresa na comunidade.
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