Um robô mira uma pilha de cilindros de metal, tira uma foto e então começa a pegar as peças e levá-las para outro lugar. O mais impressionante de tudo isso é que há apenas oito horas, suas habilidades para executar a tarefa eram zero.
É dessa forma que a Fanuc está mostrando os primeiros resultados de sua parceria com a startups de inteligência artificial Preferred Networks no Salão Internacional do robô, que acontece nesta semana em Tóquio. A maior fabricante mundial de equipamentos de automação está usando a chamada “aprendizagem profunda” para ativar máquinas que podem adquirir habilidades de forma independente.
Durante a noite, um robô turbinado com algoritmos pode usar tentativa e erro para descobrir como pegar objetos posicionados aleatoriamente com precisão de 90%. Oito máquinas trabalhando simultaneamente e compartilhando suas lições podem fazer isso em uma hora. Um engenheiro veterano da Fanuc disse que de outra forma são necessários vários dias para escrever um programa de ensino que se aproxime desse desempenho.
“A aprendizagem profunda permite que máquinas reúnam uma grande quantidade de dados, transforme-os em regras e ensinamentos úteis”, explicou o chief executive officer (CEO) da Preferred Networks, Toru Nishikawa. “Para um robô, isso significa compreensão não só que um movimento foi bem-sucedido e outro não, mas também para melhorar seu desempenho.”
A Fanuc planeja tornar a funcionalidade de autoaprendizagem disponível comercialmente no próximo ano, disse Nishikawa. As duas empresas também estão trabalhando em aplicativos que preveem falhas da máquina para evitar paralisações de fábricas de alto custo.
Algoritmos de aprendizado profundo, inspirados pelo processo de informação de seres vivos, já ajuda a minimizar o envolvimento humano no Facebook Inc para o tageamento de fotos. Agora, a Fanuc está trabalhando com a Toyota Motor e a Samsung Electronics para acelerar investimentos para adicionar capacidades de resolução de problemas em seus produtos.