“O que antes parecia ser um problema exclusivo dos computadores agora deve estar no radar de quem utiliza celular. Por isso devemos utilizar os recursos de segurança presentes nos modelos, que garantem sigilo e evitam surpresas desagradáveis”, explica Fernando da Silva Oliveira Neto, coordenador de marketing da Vi.
Um recurso muito comum e indicado por empresas para proteger arquivos é a nuvem, onde podem ser armazenadas imagens, áudios, vídeos, contatos, documentos, SMS, históricos de mensagens de aplicativos, entre outros dados importantes para o usuário. “O funcionamento é bem simples: basta possuir uma conta em serviço de nuvem, o qual oferece ao usuário segurança e recuperação rápida de arquivos, caso aconteça algum problema com o aparelho. Além disso, libera a memória do celular, evitando acúmulo e espaço indisponível para novos materiais”, afirma Neto.
Outra função curiosa e pouco conhecida dos smartphones é o modo visitante. “Quem nunca emprestou o celular para alguém e teve o desprazer da pessoa fuçar arquivos pessoais sem devida autorização?”, comenta. De acordo com o executivo, celulares Android, a partir da versão 4.2, permitem ativar o modo convidado para poder emprestar o dispositivo sem preocupação. “Você pode criar uma senha específica para uma área do aparelho que não expõe arquivos, mas que mantém as principais funções, como ligações e acesso à internet, ativadas normalmente”, comenta.
Neto destaca ainda a importância de ativar a criptografia do smartphone. Ele explica que a tecnologia cria uma camada de proteção de dados que vai além da senha. “Ao ativá-la, o sistema codifica informações no aparelho e impede que outras pessoas façam uso delas sem uma chave definida pelo usuário”, explica, completando que o recurso está presente nas versões mais recentes do sistema Android.
O usuário também pode usar o cofre do smartphone: um espaço protegido por senha (diferente da senha de desbloqueio da tela) no qual pode-se manter com segurança arquivos pessoais ou sigilosos. “Unir ambas as funções dificulta a invasão e roubo de informações do dono”, afirma o especialista.
Em caso de roubo do aparelho, o coordenador orienta bloquear o sistema por meio do aplicativo de localização do telefone. Desta forma, quem estiver com o celular precisará da senha definida pelo proprietário para acessar os dados. “Existem diversos aplicativos com essa finalidade para download nas lojas virtuais”, finaliza Neto.