Para Ronaldo Sardenberg, presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), recursos jurídicos não devem atrapalhar a realização da licitação das faixas de freqüência da terceira geração da telefonia móvel.
A entrega das propostas está prevista para esta terça-feira (11/12) e a abertura dos envelopes para a próxima semana, no dia 18/12.
Segundo Sardenberg, recursos são um direito dos participantes do leilão – a agência, inclusive, está analisando três pedidos de impugnação do processo, feitas pelas operadoras Vivo, CTBC e Sercomtel – mas isso não deve atrapalhar o que já foi planejado. “As operadoras terão acesso a todos os estados do Brasil”, comentou. Por conta disso, completou, quem “leva o filé, tem que levar o osso”.
A repercussão entre as operadoras, no entanto, continua não sendo muito boa. Ricardo Knoepfelmacher, presidente da Brasil Telecom, afirmou que sua operadora será a mais prejudicada no processo, por não ter estrutura na Amazônia, mas precisar comprar a região por ter interesse na área de São Paulo.
Já Roberto Lima, presidente da Vivo, argumentou que o valor mínimo estipulado pela Anatel para compra de todas as licenças – R$ 2,8 bilhões – seria suficiente para dobrar o número de estações rádio base no País, de 25 mil para cerca de 50 mil. “O valor cobrado é a metade do que foi na Argentina”, rebateu Sardenberg. “Sendo que o Brasil tinha potencial para cobrar pelo menos o dobro do preço”, completou.
Os executivos e o presidente da Anatel participaram do Fórum Telequest, realizado nesta segunda-feira, em São Paulo.
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