Logotipo IT Forum
IT Forum Instituto Itaqui Distrito Itaqui IT Invest
IT Forum - A Comunidade de Tecnologia se Encontra Aqui
  • Todas as notícias
  • Negócios
  • Liderança
  • CIO
  • Carreira
  • IA
  • Cibersegurança
  • Plataformas
  • ESG
  • Vídeos
  • Nossas colunas
  • Colunistas
  • Pesquisas
  • Prêmios
Revistas
  • IT Forum Líderes
  • Series
  • Histórias da TI
  • Ver todos
  • Todos os eventos
  • IT Forum Trancoso
  • IT Forum Forte
  • IT Forum Mata
  • Sobre o HIT
  • Todos os materiais
Todas as notícias Negócios Liderança CIO Carreira IA Cibersegurança Plataformas ESG Vídeos
Nossas colunas Colunistas
Pesquisas Prêmios
Revistas
Todos os videocasts E agora, TI? Entre Tech IT Forum Líderes Series
Todos os eventos Trancoso
Todos os materiais Todos os materiais
  1. Home
  2. Notícias
  3. CIO
  4. Seis mitos sobre IPv6 e como derrubá-los

Seis mitos sobre IPv6 e como derrubá-los

Sobram endereços IPv4? A rede IPv6 é mais segura? Haverá mercado negro de IPs antigos? Se você tem evitado tais questões, é bom se apressar.

Publicado:
02/03/2011 às 13:37
Leitura
11 minutos
Seis mitos sobre IPv6 e como derrubá-los

Por longos 15 anos, engenheiros da Internet e tecnólogos de
toda sorte vêm evidenciando a necessidade de reestruturar o endereçamento da
rede para evitar a iminente explosão das redes e subredes.

Ainda assim, muitos CIOs e CTOs enfrentam dificuldades na hora
de justificar suas preocupações em adotar – e logo – o esquema IPv6.

Basta avaliar a diferença entre os modelos de endereçamento
IP 4 e 6 para saber que essa mudança é importante. O IPv4 usa endereçamento de
32 bits e suporta 4,3 bilhões de endereços virtuais diferentes, únicos. Já o
irmão mais novo, o IPv6, usa endereçamento de 128 bits e oferece uma identidade
única para um número de dispositivos equivalente a 2 elevado a 128.ª potência.

Reunimos os seis mitos que insistem em vagar pelos discursos de quem defende, duvida ou questiona a implementação do IPv6.

1. Sobram endereços IPv4
A sobra ou a escassez de endereços IP depende do lugar do
mundo que se habita e do ritmo da expansão na infraestrutura de internet.

Nos primeiros dias de fevereiro de 2011, os cinco blocos de
endereços IP restantes (um total de 16,7 milhões de endereços) foram disponibilizados pela entidade gestora IANA. Espera-se que a ocupação desses espaços ocorra ainda em 2011 e, assim que isso acontecer, uma página na
história será virada: 40 anos depois de
desenvolvido, o esquema de endereçamento IPv4 estará tomado por
dispositivos.

Isso representa uma dificuldade a ser contornada pelas
operadoras que, nos próximos meses, serão responsáveis pela ocupação dessas
faixas de IP disponibilizadas com os serviços de IP TV e conexões de
dispositivos móveis.

A operadora chinesa Chinatelecom prospecta uma escassez da
ordem de 20 milhões de endereços ainda esse ano – ou seja, para eles, o IPv4 já
acabou.

Algumas entidades governamentais dos EUA, responsáveis pelo
desenvolvimento do IPv4, receberam enormes reservas desses endereços. Então,
para o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), para as Forças Armadas e
para a IBM, ainda existe uma reserva considerável de números IP. Com essas
reservas, o IPv4 pode durar mais muitos anos para essas entidades.

Mas esse não é o caso da vasta maioria de organizações que
oferecem ou utilizam serviços na rede. Essas entidades têm uma reserva bastante limitada
de IPs. É o que faltava para explicitar aos CIOs a necessidade de pensar em
IPv6, e já.

2. Mas minha empresa é pequena
Determinado executivo, responsável pela operação de vários
websites e com faturamento superior a 100 milhões de dólares por ano, afirmou
que ainda não há planos para a adoção do IPv6. Também não há, ainda, reserva
orçamentária para dar conta dessa migração.

Esse executivo tem a falsa impressão de que a questão do
IPv6 é algo que pode ser postergado.

Para John Curran, CEO da ARIN – American Registry for
Internet Numbers, as empresas devem adequar os serviços públicos, aqueles oferecidos
aos clientes, até janeiro de 2012, sob risco de perder vários clientes
potenciais.

A administração pública do governo Obama também decretou que
todos os serviços públicos devem estar rodando na plataforma IPv6 até setembro
de 2012. Especialistas em IPv4 afirmam que as empresas sem planos de adotar o
IPv6 já estão atrasadas.

Um dos fatores que motivam essa demora na adoção do esquema
de IP novo é a falsa sensação que alguns CIOs têm de que as operadoras irão
dar conta da migração para o IPv6. Isso, definitivamente, não irá acontecer. É
necessário que as organizações posicionem seu conteúdo na web de forma nativa,
a partir de seus servidores internos.

3. Algum sortudo vai receber o último enderço IPv4
Na avaliação de especialistas, os endereços IPv4 irão se
esgotar em alguns meses e não será nada parecido com o sorteio de uma loteria.

Depois da liberação dos blocos restantes do IPv4, levará
alguns meses para sua ocupação e o país a tomar os últimos IPs livres serão as
regiões sob controle da AfriNIC, ou seja, da região da África.

“Cada distrito tem um ritmo de esgotamento de IPs
diferente”, diz Curran. “Observando o ritmo de ocupação de IPs na África, é de
se suspeitar que lá esse esgotamento virá mais tarde”.

Na região da Ásia/Pacífico, a entidade responsável pelo
posicionamento de IPs, a APINC, adotou uma estratégia de distribuição de
endereços singular. Com 16,7 milhões de IPs disponíveis, ela decidiu liberar
pacotes de 1024 endereços IP por vez. Assim, as operadoras terão algumas
reservas para delegar às startups e outros serviços. Mas será pouco para saciar
a fome por endereços livres das operadoras. Logo, as previsões do esgotamento
de endereços IPv4 naquela região faz parte do calendário desse ano.

Nos EUA, esse esgotamento é certo e deve ocorrer nos próximos
nove meses, quando os 80 milhões de endereços IPv4 estiverem tomados.

Outro motivo pelo qual não haverá um sortudo premiado, é o
fato de as operadoras distribuírem cada um dos números que têm, para vários
usuários diferentes. Então, assim que você descobrir quem recebeu o último
endereço IP de determinado pacote, eles estará sendo usado por usuários
distintos.

Existe, ainda, a possibilidade de reciclar endereços IPv4.
Assim que as operadoras migrarem para o esquema do IPv6, elas poderão devolver
as faixas IPv4 não utilizadas às centrais de cada distrito. Várias organizações
dos EUA, incluindo o Exército e algumas universidades, já retornaram blocos
para a ARIN. Se essa tendência de devolução dos endereços IPv4 continuar, será possível manter o IPv4 vivo por mais alguns meses.

4. Haverá um mercado negro de IPv4
Essa percepção não é verdadeira pelo fato de as centrais de
cada região terem desenvolvido métodos para transferência e até a venda de
faixas de IP por parte das organizações.

A ARIN, por exemplo, desenvolveu uma lista em que as
organizações se inscrevem quando têm IPs livres, e é equivalente à lista criada
para as empresas requisitarem esses endereços. Seja qual for o caso, as
entidades precisam apresentar planos para o uso desses endereços, comprovando
que não se trata de uma reserva para posterior venda no mercado paralelo.

“Haverá, sim, um mercado consumidor de endereços IPv4”, diz
Curran. “É por isso que mantemos uma lista de quem tem e de quem quer tais
faixas de IPs. É nossa função saber disso e possibilitar a transação”,
completa.

Qualquer transferência fora das regras estabelecidas pela
ARIN poderá ser revogada.

“Quem acha que poderá vender IPs a torto e a direito está
redondamente enganado. A ARIN irá retomar esses endereços e realocá-los onde achar
melhor”, avisa Curran.

Para Raul Echeberria, presidente do conselho da organização
de recursos representante das cinco centrais de registro da Internet, a
possibilidade do surgimento de uma mercado negro de endereços IPv4 é algo
possível. Ainda assim, ele estará sujeito às regras de transferência dos IPs da versão 4.

“É claro que existe a possibilidade de alguns endereços
serem vendidos fora do esquema estabelecido, mas estou confiante de que será um
volume ínfimo perto dos IPs transferidos dentro das normas”, diz.

“Além disso, o valor dos endereços IPv4 será cada vez menor,
à medida que as operadoras migrarem para o IPv6”, comenta.

5. IPv6 é mais seguro que o IPv4
Os defensores do IPv6 afirmam que o protocolo tem suporte
nativo ao IPsec, padrão de internet usado para possibilitar comunicação entre
partes criptografadas e abertas. Mas outros analistas sugerem que o suporte
adaptado no IPv4 dá conta desse recado sem qualquer problema.

“É mito achar que a segurança do IPv6 é maior que a da
versão 4”, diz Qing Li, cientista chefe da Blue Coat Systems, empresa que já
adotou o IPv6 em seus aplicativos de rede. “É certo que implementar o IPsec em
redes IPv6 é mais fácil que em outras, mas a diferença é apenas essa, uma vez
implementado o IPsec em IPv4, ele roda muito bem”, diz.

No curto prazo, as expectativas de uma Internet mais segura
são obliteradas pelos erros cometidos na curva de aprendizado da implementação das
redes IPv6. Muitas operadoras irão posicionar serviços de pouca robustez em uma
rede IPv6. Falhas farão parte do dia-a-dia dos administradores de rede e é
melhor os consumidores finais estarem atentos para essa realidade.

“No longo prazo, sim, aí as redes IPv6 serão mais seguras que
as atuais. A nova versão do protocolo permitirá formas de criptografia
diferentes. Mas isso vai demorar a fazer qualquer diferença na vida das pessoas”,
diz Curran.

”Agora, vamos ver muitos códigos sendo implementados pela primeira
vez. Cada vez que isso acontece na Internet, as falhas são mais do que normais”,
informa.

“Não existe provedor de Internet que possa
oferecer paridade total entre os dois protocolos”, afirma Danny McPherson, CSO
da Verisign, empresa que controla os domínios .com e .net. A entidade também
lidera o posicionamento de endereços IPv6. Para o executivo, as probabilidades
de alguém ter feito todos os testes necessários para comprovar a escalabilidade
e robustez de sistemas rodando em ambas as plataformas é mínima.

Para McPherson, a vinda do IPv6 será equivalente a abrir as
portas das redes para uma variedade de bugs e falhas. Uma previsão feita pelo executivo
é que um maior número de dispositivos para a tradução deverá agir como ímã de
ataques distribuídos do tipo DoS (Denial of Service). Além disso, os operadores
de rede terão menor visão acerca do padrão de tráfego da internet, o que deve dificultar a tarefa de encontrar botnets.

“Deve levar algum tempo ainda até que tenhamos uma Internet
mais rápida com base no uso do IPv6. Esse período de aprendizado é inevitável,
então é melhor passarmos por isso já. Aliás, se existir a intenção de implementar
uma rede IPv6 na empresa, é melhor atentar para o mesmo tipo de defesa aplicada na rede do versão 4 do protocolo IP”, diz.

6. Uma Internet mais simples?
A versão 6 do protocolo IP oferece a possibilidade de
comunicação entre dois pontos sem precisar dos dispositivos de tradução de
endereços (NAT) e de outros componentes – passagem obrigatória até então – para
sustentar o esquema de endereçamento do IPv4.

Mas a verdade é que os operadores de rede terão de rodar
comunicações usando os dois protocolos simultaneamente por anos. Tal circunstância
implica em gestão de rede mais complicada no futuro imediato.

“Teremos muitas redes operando no sistema antigo (IPv4) por
anos, por décadas”, diz Curran. “Não existe, ainda, um plano para implodir as
redes IPv4. Com o tempo, porém, ficará mais sustentável do ponto de vista
financeiro, rodar apenas estruturas em IPv6”, completa.

As redes do modelo antigo deverão coexistir, porque o IPv6
não é compatível retroativamente. Mas muitos CIOs e CTOs não acreditam nisso. Esse
fator é apontado como sendo a maior falha existente no esquema de endereçamento
IPv6.

“Muitos partem do princípio de a compatibilidade entre os
dois protocolos IP ser a solução para qualquer eventual problema. Não devem
esquecer que, se não operarem estruturas no modelo dual stack, terão de empregar
um dispositivo tradutor”, alerta Curran.

Quando foi apresentado, o IPv6 era tido como solução para
erradicar os dispositivos NAT – odiado pelos obsessivos por Internet por
interromperem a comunicação. Agora, os operadores de rede postergaram a adoção do
protocolo IPv6 por tanto tempo, que nada mais lhes resta senão depender de NATs
e de outros dispositivos tradutores para acomodar a comunicação entre os dois
protocolos e o crescente tráfego esperado para começar em menos de 12 meses.

“A maioria das tecnologias para a tradução entre os dois
protocolos IP são nada além de NATs ou foram desenvolvidos para operar via
esses dispositivos. Não vejo esses tradutores indo embora tão cedo assim, els
vão ficar por aqui mais um bom tempo”, prevê Liu.

Até 2016, Liu espera que todos os backbones de Internet
estejam atualizados para operar em IPv6 e que os casos de IPv4 sejam apenas
isolados.

“Os próximos cinco anos serão recheados de desafios
complexos por causa da execução paralela de dois protocolos IP. As tecnologias
para tradução de um para o outro serão muitas. Achar que a vinda do IPv6 será
semelhante à descoberta do paraíso é pior erro que alguém pode cometer”,
finaliza.

Seta para cima
Mais lidas
Inteligência Artificial

“O varejo não compete mais por canal, mas por capacidade de movimentar produtos”, diz CIO da Motz

3 meses atrás

1
Notícias

CIO é peça fundamental para sucesso da Indústria 4.0

9 anos atrás

2
Notícias

Cervejaria Quilmes maximiza rede wireless com serviços da Nap IT

8 anos atrás

3
Notícias

Negociação salarial do setor de TI em SP segue emperrada

9 anos atrás

4
Acervo

Varejista centraliza gerenciamento de lojas com virtualização

16 anos atrás

5
Logo IT Forum
Newsletter
As melhores notícias de tecnologia B2B em primeira mão
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada.
Instagram Linkedin Facebook Tiktok Youtube
1 / 1

Nenhum autor cadastrado para este post.

Notícias relacionadas
Ver mais Seta para direita
Notícias relacionadas
Ver mais Seta para direita
Capital cognitivo híbrido, o próximo capital das organizações
Gestão
Capital cognitivo híbrido, o próximo capital das organizações

Heriton Duarte

3 meses atrás

Dilema da IA está entre escalar produtividade e preservar confiança
Inteligência Artificial
Dilema da IA está entre escalar produtividade e preservar confiança

Déborah Oliveira

3 meses atrás

“O varejo não compete mais por canal, mas por capacidade de movimentar produtos”, diz CIO da Motz
Inteligência Artificial
“O varejo não compete mais por canal, mas por capacidade de movimentar produtos”, diz CIO da Motz

Pamela Sousa

3 meses atrás

Xerox anuncia nova estrutura global para o mercado da Print
Negócios
Xerox anuncia nova estrutura global para o mercado da Print

Redação

3 meses atrás

Conectando a tecnologia e o futuro dos negócios

Insights e inovações para líderes no IT Forum.

Conteúdos

  • Notícias
  • Colunas
  • Pesquisas
  • Series
  • Revistas
  • Videocasts
  • Eventos

Notícias

  • Todas as notícias
  • Negócios
  • Liderança
  • CIO
  • Carreira
  • Inteligência Artificial
  • Cibersegurança
  • Plataformas
  • Sustentabilidade
  • Vídeos

IT Forum

  • Sobre nós
  • Envie seu Release
  • Mídia Kit
  • Contato
  • Expediente
  • Cultura
  • Distrito Itaqui
  • Anuncie
  • Notícias
  • Colunas
  • Pesquisas
  • Series
  • Revistas
  • Videocasts
  • Eventos
  • Todas as notícias
  • Negócios
  • Liderança
  • CIO
  • Carreira
  • Inteligência Artificial
  • Cibersegurança
  • Plataformas
  • Sustentabilidade
  • Vídeos
  • Sobre nós
  • Envie seu Release
  • Mídia Kit
  • Contato
  • Expediente
  • Cultura
  • Distrito Itaqui
  • Anuncie

Logo do IT Forum
Estr. Dr. Yojiro Takaoka, 4601 - Ingahi, Itapevi - SP, 06696-050
Icone Instagram Icone Linkedin Icone Facebook Icone TikTok Icone YouTube
  • Link Política de privacidade
  • Link Fale conosco
  • Link Termos de uso
  • Link Trabalhe conosco
Copyright © 2026 IT FORUM - Todos os Direitos Reservados