A Sensor do Brasil, fornecedora de equipamentos de automação industrial, tem metas agressivas de crescimento para 2007. Os planos incluem a formação de uma joint venture com a alemã Turk, fabricante dos produtos distribuídos no Brasil pela Sensor. Para fortalecer seus processos a fim de concretizar o negócio, a estratégia da Sensor incluiu a implementação de um sistema de gestão integrada (ERP) que suportasse a expansão prevista com o aporte internacional.
O projeto começou em meados de 2006 e consumiu investimentos de R$ 200 mil em 15 licenças do ERP, mais o serviço de implantação do sistema. A empresa decidiu pelo ERP da Datasul, devido à especialidade na área de manufatura, em substituição a um sistema desenvolvido internamente baseado em Visual DataFlex, que operava há cerca de seis anos. ?O objetivo é expandir o número de usuários com o crescimento da operação, mas este investimento será feito em conjunto com a outra parte da joint venture?, conta Emerson Barboza, gestor do projeto na companhia.
A implementação do ERP foi feita em parceria pela TI da Sensor e consultores da Datasul Global, franquia da fornecedora do software que atua na região de Hortolândia (SP), sede da Sensor. Barboza destaca a atuação conjunta como um dos pontos fortes do projeto, batizado com o nome Vitória. ?Quando assinamos o contrato, definimos a data da virada para 8 de janeiro de 2007. Atingimos este objetivo?, comemora o gestor.
Barboza não chegou a esse resultado sem dificuldades. ?Minha maior preocupação era desligar o sistema anterior na data e ter o outro funcionando. Com o comprometimento da equipe, superamos os problemas?, lembra. O desconhecimento dos funcionários em relação à ferramenta e a processos foi o principal empecilho. Entre as dificuldades, o gestor aponta a questão cultural em aceitar a nova ferramenta. Para driblar o desafio, ele conta que envolveu todos os gerentes das áreas de negócios, com apoio da diretoria, para trabalhar a comunicação do projeto.
Com o sistema em funcionamento desde janeiro, Barboza considera que a Sensor Brasil conseguiu informações financeiras estratégicas às quais antes não tinha acesso. ?Houve uma enorme valorização do estoque, podemos avaliar exatamente a rentabilidade e o custo de produção?, acrescenta. A ferramenta também permitiu à empresa identificar a possibilidade de reduzir os custos operacionais em 15%, oriundo da readequação dos desperdícios. Além dos resultados financeiros, a Sensor também obteve ganhos em processos. ?Diminuímos o tempo de desconsolidar importação (procedimento de entrada do produto no estoque, separação de pedidos para fatura, embalagem e envio para o cliente) de três a quatro dias para menos de 24 horas?, explicao executivo. E a companhia se prepara para acrescentar sistemas de CRM e BI para melhorar ainda mais a base de informações.
A preparação da Sensor do Brasil para a joint venture passou também por uma ampliação da infra-estrutura física, com um prédio para a sede administrativa e comercial em Hortolândia (SP) e projetos de duas novas instalações, na própria cidade ou em Campinas, interior de São Paulo.