Em 2016, a pergunta que Katia Ortiz, country manager da ServiceNow no Brasil, mais ouviu foi: quem é a ServiceNow, o que ela faz? A dúvida era até natural, pois a empresa desembarcou no Brasil em 2012 e até então não tinha feito nenhum trabalho de marca em solo nacional. Foi com a chegada de Katia, em julho do ano passado, que as coisas começaram a mudar.
“Conseguimos apresentar a companhia e mostrar o seu valor”, comentou a executiva em conversa com o IT Forum 365. Segunda ela, a ServiceNow chegou ao mercado em 2003 para cobrir uma demanda latente do mercado por automatização de atividades, tarefas e processos que envolvem o dia a dia dos profissionais. Com essa bandeira, a companhia tem saltado rapidamente.
A ideia da empresa é deixar de lado tarefas manuais e levar tudo para o digital. “Nossa aposta é simples: fazer a gestão de serviços, mas fazer muito bem”, acrescenta Katia, que tem mais de Com 20 anos de experiência na indústria de tecnologia, com passagem por grandes empresas como IBM.
Embora a organização não abra números locais, os globais dão uma ideia da jornada de crescimento. Antes de abrir capital, a empresa faturava US$ 100 milhões e em 2015 chegou a US$ 1 bilhão. No Brasil, o próprio crescimento do time mostra que a estratégia local tem gerado bons frutos. “Triplicamos o time de serviços e também triplicamos os resultados”, contabiliza a executiva.
Com mais de 4 mil clientes ao redor do mundo e cerca de 130 no Brasil (locais e globais), por aqui, além da consolidação da marca, o desafio de Katia é ainda ampliar o número de parceiros de implementação. Atualmente, a empresa conta com cerca de 12 empresas que atuam nessa frente, mas a ServiceNow está em pleno processo de recrutamento de novos canais.
A qualidade do serviço é um dos diferencias da companhia apontado por Katia. Segundo ela, globalmente, a taxa de renovação é de 98%, número alto para o setor. O segredo está no DNA de startup, que permite entregar projetos rapidamente que geram alto índice de satisfação, garante ela. “Com a nuvem, somos muito mais rápidos e eficientes”, completa.
Em 2016, em especial, a cobrança em real fez toda a diferença, garantindo que a empresa não fosse impactada por altos preços em dólar, onerando os clientes. “Criamos uma infraestrutura para fatura local, além de contarmos com dois data centers, no formato de colocation, no Brasil, atendendo demandas de setores altamente regulados, como bancos e governo”, explica.
Katia aponta que os últimos 12 meses foram de plantar e o próximo ano será de colher. “Queremos acelerar nosso crescimento, que foi bom neste ano, embora tenha sido um período economicamente desafiador”, finaliza a executiva.