Em 2014, a Silver Peak, empresa que atua no segmento de aceleração de dados a distância, registrou o melhor resultado de sua história em solo nacional desde que desembarcou no Brasil em 2010. Embora não abra números, a companhia afirma que o salto foi de 50%.
O bom desempenho dos negócios, segundo Francisco Pinto, vice-presidente da Silver Peak para América Latina, esteve relacionado à alta demanda de companhias de diferentes segmentos por soluções que ampliam a performance de aplicações que precisam se comunicar com unidades em diferentes localidades.
“Hoje, as organizações não querem mais esperar para acessar suas aplicações, especialmente porque grande parte delas é acessada por meio de redes de longa distância, na nuvem ou em filiais, o que pode causar latência”, diz. Esse desafio tem feito as organizações, especialmente a que têm unidades espalhadas pelo País, a buscar aceleradores de dados.
Atualmente, o Brasil representa mais de 50% dos negócios da fabricante na América Latina. O eixo Rio-São Paulo, segundo Pinto, ainda é o grande filão para a companhia. No entanto, a empresa tem observado ampliação de oportunidades no Nordeste e em Brasília.
Pinto explica que o mercado brasileiro ainda está em fase de amadurecimento no que diz respeito à aceleração de dados, mas a tecnologia Silver Peak ajuda a solucionar problemas de largura de banda e pode gerar uma economia de até 80% nos gastos com otimização de WAN.
Para 2015, as expectativas da Silver Peak são de crescimento mais moderado. “Os projetos estão em cima da mesa, mas acreditamos que o segundo semestre será melhor do que o primeiro”, assinala. O motivo da desaceleração está pautado em grande parte em função da instabilidade econômica que vive o País. Mas esse cenário, afirma, é uma oportunidade já que as companhias em busca de eficiência e redução de custos vão voltar os olhares para a nuvem.
Com as atenções direcionadas para cloud, Pinto adianta que este ano a empresa vai mirar as oportunidades de aceleração do Office 365, plataforma de produtividade da Microsoft na nuvem. “Muitas companhias estão migrando seus e-mails para a cloud e esse mercado tem potencial”, pontua.
Outra área de crescimento para a fabricante é a de replicação de dados. Isso inclui empresas que, por exemplo, têm um data center e precisam de backup praticamente em tempo real. “Na era dos dados, essa demanda só cresce”, observa.
Atuação por meio de canais
A equipe local da Silver Peak é enxuta e seu modelo de negócios é totalmente baseado em parceiros. Por isso, para conquistar o crescimento esperado, a empresa está fortalecendo sua estratégia para os canais.
Em abril de 2014, a companhia anunciou a contratação de Bruna Wells para o cargo de gerente nacional de canais e marketing, que chegou com a missão de transformar o Programa de Canais. A organização investiu US$ 80 mil em seu Programa de Canais no ano passado, dobrou o número de parceiros de 40 para 80 e está capacitando o time. “Nossa intenção é qualificar os parceiros e promover sempre a qualidade desse grupo”, afirma Bruna.
Parte do esforço da Silver Peak é ajudar o canal a desenvolver capacidades de analisar as necessidades dos clientes sob a perspectiva de negócios. “Claro que a parte técnica é importante, mas ele tem de ter papel consultivo para que possa agregar valor”, finaliza.