Fundada há cinco anos em Londres, a StarLeaf, fabricante de soluções para videoconferência e telepresença, decidiu que era hora de desembarcar na América Latina e iniciar suas operações no Brasil. A empresa abriu as portas em São Paulo no final de 2014 com a ideia de mirar médios negócios que querem adotar uma solução de videoconferência, mas não abraçam a tecnologia em razão da complexidade de infraestrutura e altos custos.
“A companhia nasceu totalmente na nuvem e nossos produtos são na nuvem, o que facilita a adoção por parte de empresas de todos os portes”, explica Sidnei Czarny, que assumiu o desafio de liderar a operação da StarLeaf nas Américas Central e Latina e já tem previsão de abrir escritórios no México e na Colômbia no próximo ano para fortalecer a operação na região.
Além de o produto ser baseado em cloud e ter preço competitivo, outro diferencial apontado por Czarny na ferramenta de videoconferência da StarLeaf é a interface amigável, bastante parecida com a de smartphones, além do recurso de deixar mensagem em vídeo caso o receptor não esteja disponível naquele momento. “Também nos preocupamos com a segurança nas ferramentas. Por essa razão, toda a comunicação feita nas salas são criptografas”, completa.
As expectativas do executivo na operação nacional são altas. Segundo ele, estima-se que o mercado de videoconferência em nuvem cresça a uma média de 35% ao ano em comparação com o mercado tradicional que registra média de 10% ao ano. Diante desse cenário, a companhia espera saltar no segmento. “Sabemos que o segmento tem potencial de expansão e estamos em busca disso.”
Em todo o mundo, a StarLeaf tem 50 mil usuários registrados em sua solução e 30 mil clientes. No Brasil, a empresa já conquistou alguns clientes, apesar do pouco tempo de operação. Um deles é a Energia Sustentável do Brasil, responsável pela construção da Usina Hidrelétrica do Jirau (UHE Jirau), localizada no Rio Madeira, a 120 km de Porto Velho, em Rondônia, que consome, em média, 2 mil minutos de videoconferência por semana e soma sete salas e 20 usuários individuais de PC.
Czarny relata que a StarLeaf já conta com 12 canais na América Latina, sendo quatro delas no Brasil: AMSI, INAC Sistemas, Seal Telecom e Videoconferência BH. A expectativa da companhia é ampliar esse número nos próximos meses.
Com seu modelo de negócios baseado na nuvem, a companhia tem sete data centers no mundo para suportar a operação e Czarny adianta que o Brasil está nos planos de abertura de um centro de dados. “Estamos em conversas avançadas para, até o final do ano, no máximo no início de 2016, termos por aqui um colocation”, assinala sem entrar em detalhes.