Os investimentos em TI da área de saúde estão crescendo a cada dia. Segundo pesquisa da Frost & Sullivan, o mercado movimentou US$ 5 bilhões em 2007 na Europa e apresenta taxa de crescimento de 10% ao ano. No Brasil, a tecnologia da informação ainda é vista como custo e não como investimento pelo setor, segundo Bruno Iared, analista da consultoria. No entanto, isso está mudando, o que abre mercado para empresas como a Unihealth, especializada em serviços de logística hospitalar.
Com dois anos de atuação, a empresa já tem dez clientes em várias regiões do Brasil e até em Angola, na África. A expectativa é de crescimento de 400% ao ano, segundo Rodrigo Ferrari, gerente de tecnologia da empresa.
E a TI é ponto chave para este desempenho, tanto pelo lado da oferta (o software de gestão desenvolvido internamente pela empresa), quanto pela infra-estrutura do serviço. A oferta da empresa consiste em ferramentas para que os hospitais melhorem a gestão dos suprimentos relacionados às suas atividades, como remédios, seringas etc. “É possível controlar um produto desde o momento em que ele chega ao hospital até o momento em que é administrado a um paciente”, explica Ferrari. Com este controle, afirma, é fácil identificar a localização de um item caso haja recall do fabricante e reduzir o estoque dos almoxarifados.
Realizar um projeto da forma tradicional com a instalação de equipamentos e deslocamento de equipes para suporte, no entanto, não ofereceria os resultados pretendidos.
Por isso, desde o ano passado, a Unihealth adotou um modelo de TI centralizado para oferecer os serviços aos seus clientes. “A implantação de um projeto fica até 30% mais rápida desta forma”, afirma Ferrari. Segundo ele, a opção foi feita tendo em vista o potencial de crescimento da empresa. “Até o final de 2007, tínhamos três clientes. Hoje, já são dez”, reforça.
Com o ambiente centralizado, ao invés de implementar um servidor de banco de dados e um de importação de arquivos em cada cliente, o trabalho é feito dentro da própria estrutura da empresa, com agilidade e segurança. “A equipe de infra-estrutura conta com quatro profissionais”, explica Ferrari. Equipe que não precisará crescer no mesmo ritmo da empresa, comenta ele, por conta da facilidade de gestão do ambiente. A equipe total da TI da Unihealth conta com 22 pessoas, sendo oito para desenvolvimento, dez para suporte aos clientes e os profissionais de infra-estrutura.
O projeto do ambiente centralizado, que começou com um investimento de R$ 600 mil em 175 licenças do Citrix Presentation Server, três servidores Intel dual core, dispositivos de storage, e colocation em datacenter, hoje já conta com 250 licenças e sete servidores. E deve crescer mais. “Estamos trabalhando em um novo software com conceitos de RUP/CMMI”, adianta Ferrari. As atualizações do sistema e o mercado aquecido devem garantir à Unihealth o crescimento pretendido.