Países desenvolvidos e em desenvolvimento divergem a
respeito de como as tecnologias pessoais têm melhorado nossas vidas e a forma
como trabalhamos e realizamos outras atividades.
Pesquisa global conduzida pela Microsoft, que contou com a
participação on-line de mais de 12 mil pessoas de 12 países, mostra que a visão
entre esses países é bem diferente. Segundo o estudo, enquanto as economias
menos desenvolvidas demonstram mais entusiasmo quanto aos benefícios gerados
pelas tecnologias, os países mais desenvolvidos apresentam algumas preocupações
sobre esses avanços.
Cerca de 60% dos usuários de internet de países em
desenvolvimento consideram que as tecnologias pessoais trouxeram impactos
positivos no âmbito da vida social, enquanto essa percepção é compartilhada apenas
por 36% dos usuários de países desenvolvidos.
A visão sobre benefícios trazidos aos consumidores por novos
serviços possibilitados pela tecnologia, como Uber e Airbnb também é destoante.
Para 59% das pessoas de economias em desenvolvimento esses serviços são melhores
para os consumidores do que os tradicionais, como táxi e hotéis. No entanto,
apenas 33% dos usuários de economias enxergam da mesma maneira.
A percepção também reflete no interesse das pessoas pelas
áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Nos países em
desenvolvimento, a maioria das pessoas declararam que gostariam de trabalhar
nessas áreas, contra 59% nos países desenvolvidos. Há também dissonância entre
as mulheres: 77% que vivem nas nações em desenvolvimento sentem-se encorajadas para
atuar nessas áreas, em comparação com 46% nos países desenvolvidos.