Por anos, o Vale do Silício foi responsável por desenvolver tecnologias que aprimoraram a interação entre usuários, dando a eles botões para curtir postagens ou mesmo aplicativos que se tornaram o centro de uma economia amparada pela rápida adoção dos dispositivos móveis. Agora, os grandes gênios da região estão investindo suas forças em uma nova categoria tecnológica: a inteligência artificial.
Juntamente com robôs, esses investimentos poderá impulsionar a indústria de computação pessoal, bem como a internet comercial. Computadores ganharão asas e rodas para se moverem como nunca antes visto.
Um exemplo da exploração que está sendo realizada para essa nova realidade – citado por John Markoff, do New York Times – é o protótipo de verificador de inventário desenvolvido pela Bossa Nova Robotics e aplicado na loja de artigos para casa Lowe neste mês.
O robô, que pode se movimentar de forma autônoma pelos corredores da loja, saindo da frente de clientes e evitando obstáculos, reconhece códigos de barra e usa um laser para identificar itens que estão fora de estoque.
Mas isso é apenas um exemplo do que investidores e empresários do Vale do Silício estão aplicando seus recursos. A região possuem, até o momento, cerca de 19 empresas focadas em carros e caminhões autônomos – um avanço enorme se comparado há alguns anos. Sem contar companhias voltadas para robôs e drones.
“Vimos investimentos lentos na área de robótica e, de repente, um boom aconteceu e parece que uma dúzia de companhias decidiram investir em nichos robóticos específicos”, disse Martin Hitch, executivo-chefe da Bossa Nova, em entrevista à publicação.
Financiamento em startups focadas em inteligência artificial aumentou mais de quatro vezes, chegando à marca de US$ 681 milhões em 2015, em comparação com os US$ 145 milhões de 2011, de acordo com dados da empresa de pesquisa de mercado CB Insights. A companhia estima, ainda, novos investimentos para este ano, que alcançarão US$ 1,2 bilão – aumento de 76% com relação ao ano passado.
Apesar da oportunidade, ainda é muito debatido o quão longe a tecnologia poderá ir. Para alguns especialistas, avanços técnicos atuais estão lançando bases para a construção de máquinas verdadeiramente brilhantes que, em breve, terão inteligência a nível humano.