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Você é workaholic? Saiba os cuidados a serem tomados

A coisa mais importante da perspectiva de um empregador ® produtividade e valor ÃÃô e não o número de horas que voc¬ trabalha

Publicado:
15/02/2019 às 22:44
Leitura
6 minutos

Cenas comuns em reuniões de negócios são executivos disputarem quem está trabalhando mais, como se isso fosse motivo de orgulho, contudo, o que não se percebe nessas situações é que pode se estar caracterizando uma disfunção, que é o fato de ser um workaholic.

Se você trabalha praticamente sem parar, e não consegue contemplar um dia de folga sem pensar no trabalho, parece que você se transformou em um workaholic. Fazer as horas extras se duplicarem em seu banco de horas pode gerar resultados inicialmente, mas não demorará muito para você se desanimar. E os trabalhadores exaustos e fatigados são pouco úteis para suas organizações.

Segundo a empresa de executive search Robert Half, ao que tudo indica, todo mundo tem um pouco de estilo de vida workaholic. Mas onde, exatamente, você precisa colocar um limite? Ter um alto empenho no trabalho é uma coisa – ser incapaz de desligar e relaxar é outra muito diferente.

CelsoBazzola, diretor executivo da Bazz Consultoria, lista as principais dúvidas relacionadas ao tema.

1 – Características do workaholic
Características de pessoas com esse problemas são fáceis de perceber, são elas que constantemente trabalham mais de 12 horas por dia no escritório e ainda leva serviço para casa, é ela também que constantemente recebe críticas por no fim de semana ficar sempre de olho no celular e checar as mensagens a cada hora para ver se existe alguma pendência no trabalho.

Você é a primeira pessoa a chegar no escritório pela manhã? Isso não é em si uma coisa ruim, segundo a equipe da Robert Half. Os profissionais muitas vezes acham que são mais produtivos no início do dia, especialmente quando há menos distrações em um ambiente de trabalho silencioso. Mas se você também é o último a sair, então pode haver um problema.

É importante identificar esse hábito antes que ele comece a ter um impacto em seus níveis de desempenho e gerenciamento de tempo.  Não adianta trabalhar 12 horas seguidas e se sentir com um mal-estar devido ao cansaço. Dessa maneira, tanto sua produtividade quanto sua qualidade de vida estarão comprometidas, e você não alcançará bons resultados.

2 – Eu sou?
Segundo o especialista em recursos humanos Celso Bazzola, diretor executivo da Bazz Consultoria, é mais fácil localizar uma pessoa com esse problema do que tratar. “Hoje são constantes os casos de workaholics e isso se percebe a partir do momento que a pessoa não consegue se desligar do trabalho, deixando de lado sua convivência social, seja com familiares ou amigos. Assim a pessoa se torna um trabalhador viciado e compulsivo, mesmo fora de seu ambiente de trabalho ele cria um novo ambiente recheados de temas  sobre seus negócios, não há situação que o faça se desligar do trabalho”.

Sintomas desse distúrbio de comportamento é uma autoestima exagerada, insônia, mau-humor, impotência sexual, atitudes agressivas em situações de pressão e, muitas vezes, depressão.

3 – Problemas relacionados
Para Bazzola, a situação pode ser bastante problemática e pode trazer sérios prejuízos para o profissional e, até mesmo, à empresa. “Acredito que para empresa a situação traz mais desvantagens do que vantagens. Inicialmente pode ser interessante, pois a velocidade dos resultados é satisfatória, porém há um desgaste emocional natural do profissional, pois ele estará isolado e restrito ao tema trabalho, bloqueando sua sociabilização o que poderá resultar em sérios transtornos futuros para sua vida”.

A situação pode ser tão grave que estudos recentes de casos clínicos em consultórios psicológicos e psiquiátricos apontam que o vício de trabalho é similar à adição ao álcool ou cocaína. Tornado o trabalho, nesses casos uma obsessão doentia.

4 – É preciso saber viver!
Segundo Celso Bazzola, “não há pecados em trabalhar esporadicamente além de sua carga diária, desde que essa ação seja meramente por necessidade de urgência e de impacto específico. Isso, para o mercado de trabalho, acaba sendo um diferencial, mas, o profissional e as áreas de Recursos Humanos devem identificar quando não há exageros em uma rotina normal de trabalho. A partir do momento que a carga horária começa a extrapolar constantemente é momento de refletir. O trabalho será saudável enquanto não aprisiona a pessoa na necessidade constante de falar e estar agindo pelo trabalho”.
O caminho para combater esse problema é assegurar o equilíbrio, entre a vida pessoal e profissional, buscar valorizar mais os momentos de lazer e perceber que o descanso é fundamental para melhoria de resultados e busca de novas ideias que podem potencializar os resultados no trabalho.

5 – Workaholic x Worklover
É importante sabermos diferenciar o amor ao trabalho do vício. Um worklover tem noção de que o excesso se refletirá em conflitos nos relacionamentos pessoais, além de proporcionar efeitos nocivos à saúde e bem-estar. Existem profissionais que buscam entregar resultados e isso é positivo. É importante ter em mente que, o fato de ser um workaholic não significa que o profissional seja mais produtivo. Muitas vezes, vemos pessoas que não conseguem ter organização no seu dia a dia e acabam trabalhando mais tempo para entregar o mesmo resultado.

O que fazer?
Se esses sinais de compulsão por trabalhar soam verdadeiros para você, é hora de agir.

É importante trabalhar duro e dar tudo para o seu empregador. Demonstrar comprometimento com sua organização pode ser bom para o desenvolvimento da carreira – além de ser uma vantagem sobre outros profissionais com desempenho semelhante. Mas se você é um workaholic e não consegue alcançar um equilíbrio sensato entre vida pessoal e profissional, está se preparando para fracassar a longo prazo.

É importante lembrar que a vida é muito mais do que só trabalhar e que uma mente que não descansa não é totalmente sã. Assim, não adianta trabalhar demais, isso possivelmente ocasionará erros e retrabalhos. Portanto, tem que parar de trabalhar até para poder trabalhar bem. É uma questão de lógica.

A coisa mais importante da perspectiva de um empregador é produtividade e valor – e não o número de horas que você trabalha. Então, só porque outras pessoas saem às 17h em ponto, isso não significa que eles estão fazendo um trabalho ruim. Pode ser que eles tenham encontrado um equilíbrio de trabalho e vida melhor e mais saudável.

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