A tecnologia WiMAX pode encontrar o seu lugar servindo mercados emergentes sem uma infra-estrutura de telefonia fixa ao invés de ser uma opção competitiva de conexão em países industrializados, afirmaram executivos reunidos em um congresso sobre WiMAX em Amsterdã, na Holanda – na África, por exemplo, são 35 milhões de linhas para quase um bilhão de pessoas. A tecnologia também poderia ser usada nas áreas rurais com escassez do serviço fixo em países ricos.
“O WiMAX serve aos ricos dos ricos e aos pobres dos pobres”, afirma Kevin Suitor, VP de marketing e desenvolvimento de negócios da Redline Communications, fabricante de equipamentos WiMAX.
O WiMAX Forum, principal grupo da indústria, estimou que 3,6 milhões de pessoas em todo o mundo usaram a tecnologia no ano passado, número bastante baixo frente aos quase 200 milhões de usuários das redes de terceira geração (3G), que também oferecem acesso sem fio à internet.
Mas o Forum estima que o número de assinantes chegará a 100 milhões em 2012. Analistas, no entanto, permanecem céticos com relação às declarações da indústria de que o WiMAX também tem futuro nos grandes centros dos países industrializados – servidos por redes móveis pertencentes a operadoras que devem optar pela evolução para o LTE. Para eles, construir redes WiMAX em países desenvolvidos tem custos semelhantes ao das operadoras tradicionais, de aquisição de sites e contrução do core da rede. Os clientes corporativos irão aguardar até que as redes tenham mais cobertura e que o roaming seja oferecido.
“As únicas oportunidades reais de mercado que estamos vendo estão em mercados emergentes com baixa infra-estrutura fixa ou em áreas rurais nos países desenvolvidos, disse Pierre Carbonne, consultor da Idate