Os últimos dados sobre o Brasil estão aí para provar que a mobilidade já invadiu a vida das pessoas.
De acordo com estudo da GSM Association (GSMA), cerca de 150 milhões de brasileiros
possuem um aparelho de celular, sendo 90 milhões com smartphones.
Somando essas estatísticas ao crescimento exponencial do acesso da população à
internet – em São Paulo, por exemplo, os
ônibus começam a ser equipados com wi-fi gratuito -,
temos a receita perfeita para o aquecimento do mercado de mobile em solo nacional.
E parece que as empresas começam
a abrir os olhos para oportunidades melhores e mais criativas. Em conversa com
jornalistas na manhã desta terça-feira (2/12),
o head de mobile da Agência F.biz, Marcelo Castelo, apresentou alguns cases da
área que tem acompanhado nos últimos dois
anos, desde que se mudou para os Estados Unidos. Único entre todos os presentes
a experimentar o Apple Pay, Castelo fez questão de destacar a mudança de
comportamento que a ferramenta pode trazer para a vida do consumidor, a partir
do momento em que o celular se torna o cartão de crédito e tudo fica mais ágil
e simples. “Muito em breve a Apple deve lançar um programa de fidelidade”,
aposta, acreditando na capacidade da fabricante de se aproximar dos clientes.
Sobre o poder dos
aplicativos de encurtar o relacionamento entre as pessoas e as marcas, Castelo
e os coCEOs Pedro Reiss e Roberto Grosman, foram enfáticos ao afirmar que isso
não é um risco para a publicidade. “O app é uma plataforma de fidelização e
relacionamento em devices on-line. Mas não é
um substituto da publicidade”, comenta
Reiss. O retargeting – técnica de
publicidade on-line que permite segmentar campanhas – em Google e mídias
sociais, para Castelo, é hoje um dos responsáveis para que isso não aconteça. “Posso
comprar mídia só para quem tem o app instalado”,
exemplifica.
posicionamento no mercado, surgiu também a figura do CIO. “Quem sabe o que
precisa é o marketing, mas quem sabe comprar a tecnologia certa é o CIO. Nosso
cliente é o CMO, mas tentamos nos aproximar cada vez mais do CIO”, destaca Reiss.
executivos da agência comentam a aproximação
com os líderes de tecnologia e também quais são os entraves para que o Brasil
dê passos mais largos em projetos de mobilidade.
Outros cases que vale a pena conferir
App Target
A varejista norte-americana está utilizando beacons de
localização nas lojas físicas para que o
consumidor possa localizar o produto com
mais facilidade por meio do aplicativo. Eles também apostam no “Express
Checkout”. Com ele, você acha o produto e
paga pelo app, apresenta o comprovante on–line
na saída e pode ir embora sem enfrentar filas. E tem mais. A loja também
disponibiliza cupons de desconto nos aplicativos, para que os americanos
(loucos por esses cupons, diga-se de passagem), não precisem recortar e guardar
papel.
App American Airlines
A companhia aérea mostra por meio de push notifications
alterações de portão de embarque e atrasos nos voos. Também envia por e-mail, logo após o
pouso, uma mensagem de boas-vindas com o número da sua esteira de bagagem.
App Starbucks
A Starbucks já realiza 15% de suas vendas em plataformas on–line e aposta
em recompensas para os consumidores. Quanto mais você usa o app para pagar,
mais “moedas” você ganha e mais a marca conhece o seu perfil de compra. A
partir daí, consegue oferecer descontos em produtos do seu gosto, de acordo com
o seu nível de fidelização.
SMS Citibank
O Citibank utiliza o
serviço SMS para respostas rápidas. Se eles observam uma transação suspeita com
o seu cartão de crédito, por exemplo, enviam um SMS
com o seguinte conteúdo: responda “1” se for você realizando essa
compra, e “2” se não for. Somente com a segunda resposta eles bloqueiam o cartão.