Um ataque hacker ao servidor da consultoria panamenha Mossack Fonseca pode ter sido o responsável pelo vazamento dos estimados 2,6 terabytes de dados, os quais foram apelidados de Panama Papers.
Os 11 milhões de documentos, divulgados na última segunda-feira (4/4), mostram ligações com 72 chefes ex e atuais chefes de Estado e os quais a Mossack Fonseca ajudou a burlar sanções e impostos, bem como a lavar dinheiro.
De acordo com o que parece ser uma imagem postada no Twitter, a Mossack Fonseca confirmou a brecha no sistema, afirmando que experimentaram “um ataque não autorizado de nosso servidor de e-mail”. A empresa também disse estar tomando todas as providências necessárias para evitar que incidentes do tipo ocorram novamente e que está investigando o caso.
De acordo com a empresa de segurança Sophos Labs, ainda não está claro como o incidente aconteceu. A empresa afirmou em seu blog que “estamos mais interessados em como a violação aconteceu, e o que podemos aprender com essa parte da história […]. O problema é que, até o momento, simplesmente não sabemos como os hackers conseguiram [realizar a invasão]”.
A empresa afirma ainda que, dada a dimensão do roubo (considerado cerca de 800 vezes maior do que o volume do
Swissleaks ou mesmo vazamentos como os da
Sony Pictures ou
Edward Snowden), certamente houve mais do que “apenas encontrar uma senha ou enganar um usuário para abrir um anexo malicioso”.