A internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) é o mais importante conceito tecnológico criado desde a própria internet. E, apesar dela ter se tornado um tópico bastante debatido no cenário tecnológico nos últimos anos e ser, por muitos, considerada como agente que irá transformar a forma como lidamos com tudo ao nosso redor, ainda falta respostas para algumas questões antes de a IoT se tornar a revolução que promete ser. O site The Next Web levantou algumas delas:
1. Como os dispositivos serão nomeados e organizados?
A internet propriamente dita é o ponto inicial e o final da internet das coisas. Nomear e identificar dispositivos IoT são dois dos componentes mais críticos para monitoramento, mensuração e manutenção de desempenho. Cada um desses dispositivos conectados possui um endereço IP único que precisa ser nomeado, organizado, monitorado e otimizado. A conectividade precisa ser assegurada e as métricas estabelecidas alcançadas. Há também a questão de descobrir se novas taxonomias precisam ser criadas, já que o conceito de IoT ainda está em evolução.
2. Como os dispositivos serão monitorados e rastreados?
As aplicações comerciais de IoT, como
wearables, implantes, veículos,
drones e qualquer outra coisa que a imaginação permitir podem ser conectadas à internet. Rastrear essas bilhões de coisas e garantir que elas estejam sempre funcionando e com bom desempenho requer ferramentas e que empresas adeptas tenham compreendido a internet por completo para serem bem-sucedidas. Rastreamento e monitoramento efetivos exigirão uma visão de gerenciamento de endereços IP, roteamento e visibilidade em uma nuvem mundial cada vez maior.
3. Como o desempenho será mensurado e otimizado?
Tanto a performance para IoT quanto otimização serão pontos fortemente debatidos. Com milhões de dispositivos se tornando dependentes da internet, um sistema robusto precisará de ainda mais desempenho e confiabilidade. Mas ainda não está claro como o sistema irá acompanhar essa evolução.
A previsão é de que quatro em cada cinco carros estará conectado à internet. Considerando que um único veículo envia 25 gigabytes de dados para a nuvem a cada hora, serão necessários 130 terabytes de armazenamento de dados primários na nuvem para cada carro anualmente. Imagine, agora, as necessidades de armazenamento de dados de milhões de outros dispositivos complexos e conectados.
Otimização será primordial para garantir a melhor experiência do usuário e, por fim, a verdadeira revolução da internet das coisas não poderá ser alcançada a menos que todos os dispositivos conectados no mundo estejam com seu desempenho máximo.
4. E quanto à segurança?
Esse é um dos fatores primordiais quando o assunto é a adoção da internet das coisas em massa. Como garantir a segurança quando a proteção pessoal e a saúde estão em risco? O que os especialistas em IoT podem fazer para prevenir ataques e invasões com dispositivos interconectados que funcionam em conjunto mas podem estar operando com múltiplos protocolos? Ferramentas de big data, combinadas com sistemas de monitoramento inteligente, podem ser a chave para alertar a ocorrência de ataques e mitigar invasões.
5. Como será a manutenção de dispositivos IoT?
Essa é uma questão crítica e, dado o grande número de computadores sem manutenção que são amplamente explorados hoje em dia em ataques e usados para outros fins arbitrários, não é preciso uma bola de cristal para prever o futuro de dispositivos IoT sem manutenção adequada. E o cenário pode ser ainda pior se consideradas que muitas empresas surgidas hoje, especializadas em internet das coisas, fecharão as portas daqui alguns anos. Como os dispositivos dessas empresas receberão atualizações de segurança e correção de bugs?
Essas questões se tornarão importantes à medida que nos movemos para um mundo cada vez mais conectado.