Levantamento realizado pela Inova Unicamp, agência de inovação da Universidade Estadual de Campinas, mostra que, juntas, as empresas criadas na Unicamp faturam mais de R$ 3 bilhões – valor 1,5 vezes maior do que o orçamento anual da própria universidade. O estudo mostra também que as 485 companhias ativas geram mais de 28 mil empregos.
Dois exemplos de sucesso são Movile e CI&T, ambas multinacionais brasileiras “filhas” da Unicamp e hoje com faturamento anual na casa dos três dígitos. A lista completa das companhias está no portal da Inova Unicamp.
A área de Tecnologia da Informação detém a maior fatia do grupo, com 32% das empresas ativas. A área de consultoria, com 28%, e de engenharia, com 19%, vêm em seguida. A primeira empresa-filha da Unicamp foi cadastrada em 1971 e 62% das demais foram registradas na década de 2000.
Aproximadamente 72% destas companhias são PMEs. Das 485 ativas, 91% estão localizadas no estado de São Paulo, sendo que 54% delas foram construídas na cidade de Campinas, e 6% continuam na região metropolitana.
O Professor Newton Frateschi, diretor-executivo da Inova Unicamp, comenta que o aumento na geração de empregos é um dos reflexos mais importantes da consistência deste ecossistema de inovação. “Esta é, com certeza, a maneira como a Universidade pode retribuir o que a sociedade faz por ela”, destaca.
Já Fábio Pagani, presidente do Grupo Unicamp Ventures, rede de relacionamento e colaboração entre empreendedores ligados à Unicamp, diz que a palavra ecossistema é, sem dúvida, o que melhor descreve o ambiente em Campinas. “O sucesso das empresas-filhas estimula os alunos e professores a pensar em novos negócios. A quantidade, bem como a qualidade, das novas empresas-filhas cria massa crítica, contribui para atrair a atenção de investidores e despertar, nos jovens, a vontade de ingressar na Universidade. Este movimento consolida o município como centro mundial de inovação e empreendedorismo, e fortalece o ciclo. É, portanto, um ecossistema sustentável e em franco crescimento, no qual a grande fonte de alimento, não tenho dúvida, é a Unicamp”, enfatiza Pagani.