Com mais de 5 mil funcionários distribuídos entre 88 localidades, que atuam em cinco unidades de negócios, a mobilidade é um fator crítico de competitividade para a SulAmérica Seguros e Previdência. Por isso, há cinco anos a companhia iniciou um projeto cujo principal objetivo era permitir que seus funcionários trabalhassem remotamente.
Em parceria com a Citrix, todas as aplicações da área de call center da SulAmérica foram virtualizadas há dois anos, modelo replicado posteriormente para as aplicações das áreas de negócios de diversas localidades. Desse modo, a companhia tem hoje 3 mil funcionários utilizando as aplicações centralizadas em seus data centers.
Agora, a SulAmérica trabalha para colocar parte de seus funcionários em esquema de home office. Atualmente, a empresa têm 40 pessoas do call center de São Paulo como parte de um projeto piloto, compartilha o CIO Cristiano Barbieri. “Permitir que os funcionários trabalhem de casa é uma questão-chave para a organização em uma cidade como São Paulo, onde temos muitos problemas de mobilidade”, pontua.
Projeto e desafios
A estratégia de trabalho remoto da SulAmérica também contou com a participação do RH para a definição de uma política específica. Caso o home office seja estabelecido, Barbieri enfatiza que será necessário discutir novas políticas com a área.
Como desafio, o CIO destaca o problema da conectividade, uma vez que a internet do funcionário que está home office não pode sofrer quedas, pois o serviço de atendimento é altamente crítico. “O que estamos fazendo é contratar dois provedores diferentes de internet para a casa do funcionário. Caso algum apresente problemas, usamos o outro”, explica.
O executivo avalia que ao longo desses anos foi possível desenhar um projeto que hoje conta com alta disponibilidade e redundância, capaz de sustentar a plataforma ininterruptamente. Como aprendizado e recomendação a outros CIOs, Barbieri destaca a necessidade de entender primeiro em quais áreas faz sentido trabalhar com home office, identificar que tipo de soluções essas pessoas são dependentes e, então, realizar um piloto para depois evoluir.
“A mobilidade é o coração da evolução do mercado hoje para negócios digitais. Conseguir que o trabalho aconteça em qualquer lugar, seja com o vendedor na rua, no cliente ou na casa do funcionário é chave para a SulAmérica”, afirma.