A indústria de Telecomunicações se vê diante dos desafios mais árduos na era da informação para extrair valor do universo de dados, customizar serviços e experiências dos usuários e, ao mesmo tempo, enfrentar ataques sempre eminentes de cibercriminosos a suas redes gigantescas. Nenhum outro segmento tecnológico cresceu tão rápido e agora está diante de um verdadeiro teste para acompanhar rápidas mudanças e dar um passo além.
Recentemente, todo o ecossistema do setor teve a oportunidade de discutiu com profundidade cenários como este, tendências mandatórias e soluções para esses desafios na 6ª edição da LTE Latin America, uma das conferências mais importantes para a cadeia produtiva. A programação trouxe temas como virtualização, SDN, 5G e internet das coisas (IoT, na sigla em inglês).
Essa é a chance de nos debruçarmos sobre tendências que projetam mudanças radicais nos serviços e na experiência do usuário para a próxima década, mas será que estamos fazendo a lição de casa atualmente no sentido de otimizar custos, maximizar resultados e promover qualidade e segurança no serviço?
Um dos desafios cruciais da indústria é conquistar vantagem competitiva a partir do profundo conhecimento da rede e de um tratamento analítico por grupos de usuários, com o objetivo de melhorar suas experiências a partir do tipo de uso de aparelhos celulares e ampliar o fator Average Revenue Per User (ARPU), ou aumento de receita por usuário.
Costumo dizer que assinantes custam dinheiro – tanto para serem conquistados quanto pela oferta do serviço, e este segundo item precisa ser otimizado a partir de uma visibilidade pervasiva de tráfego e da ampliação da capacidade de monitorar a rede com profundidade.
O mercado está preparado para oferecer às telecomunicações ferramentas avançadas para captar valor da extração e estruturação refinada de informações do big data e já existem casos de sucesso, tendo efeito direto nos resultados de negócios.
O que chamamos de ‘conhecimento sobre o usuário’ permite aos provedores reduzir custos gerados por assinantes do serviço bem como por suas ações de uso da rede. Essa é a última peça do quebra-cabeça que a operadora precisa para oferecer serviços avançados de forma rápida, aproveitando grandes oportunidades de atingir grupos específicos de assinantes e rentabilizar os dados a favor da empresa, tornando contratos mais lucrativos.
Segurança é outra questão que tira o sono de CIOs e CFOs, pois o avanço do cibercrime não mais discrimina sistemas ou tipos de dispositivos. Cada ponto de acesso, cada smartphone, representa um risco maior do que em toda a história. Com diversas formas de comunicação em cada celular, a quantidade de tráfego malicioso que passa pela rede está se tornando um grande problema.
As operadoras têm se concentrado na borda da rede para monitorar esse tipo de tráfego. Mas essa mesma visibilidade pervasiva que permite ampliar resultados de negócios deve ser também uma arma contra ataques que estão transitando livremente por toda a rede.
Investimentos em inovação são inevitáveis para a indústria e Telecomunicações e começam pelos desafios que já se impõem. A transformação da rede continua a mudar a forma como as operadoras atuam – ou devem atuar – em seu monitoramento de rede para ganhar vantagem competitiva.
Mas ao mesmo tempo, onde novas tecnologias são desenvolvidas, o operador da rede precisa de maior capacidade de monitoramento para entender o que funciona e o que não funciona. Esta é a chance de ir além e estar preparado para as inovações que estão por vir.
*Andy Huckridge é diretor de soluções para provedoras de serviços da Gigamon, Inc.