Algo está acontecendo entre a indústria de publicidade e as
startups no Brasil. Todos sabem eu 2015 foi um ano desafiador para a economia nacional, ainda mais para a indústria de publicidade criativa.
Agências sofreram os impactos da instabilidade e muitas não aguentaram, fechando as portas. Alguns tiveram de vender suas operações ou mesmo se reinventar, ao mesmo tempo em que os grandes líderes criativos iniciaram seus processos de aposentadoria, abrindo espaço para uma geração jovem.
O cenário de instabilidade começou a dar as caras no final de 2014 e logo ali muitas empresas afirmaram que engavetariam ou adiariam projetos. Isso resultou em um 2015 com orçamentos apertados, sem risco e pequenas equipes.
A maioria das ideias inovadoras, como o brinquedo inteligente da Nivea criado por FCB Brasil, foi premiada em Cannes Lions. Contudo, na opinião de Bruno Tozzini, diretor criativo brasileiro que vive em Amsterdam, que escreveu artigo para o site de tecnologia norte-americano The Next Web, quando se olha para a indústria tecnologia, especialmente startups, o cenário é promissor.
Segundo ele, a desvalorização da moeda tem feito pessoas assumirem o risco e investir em novas ideias, produtos e serviços de internet de coisas para plataformas e novos modelos de negócios.
Olhando sob a perspectiva da publicidade, Tozzini observa que criatividade e inovação, assim como acontece no mundo das startups, estão na moda, mas serão desafios para todos. “Algo está acontecendo este ano e o jogo está apenas começando”, afirma.