CEOs, CIOs e especialistas em tecnologia das principais empresas brasileiras acreditam que a digitalização aplicada a diversos setores tem potencial de aumentar a competitividade do Brasil e impulsionar seu desenvolvimento econômico. A conclusão é de um estudo realizado pela Siemens, em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC).
O levantamento intitulado Digitalização, Tendências e Soluções para um Brasil mais Competitivo foi baseado na análise dos dados coletados de indústrias e empresas de infraestrutura brasileiras e comparados pela FDC aos resultados dos Relatórios Globais de Competitividade. A pesquisa inicial coletou respostas de 250 participantes, que representam diversos segmentos.
De forma geral, a digitalização é percebida como fator importante para aumentar o desenvolvimento econômico, com 85% dos entrevistados acreditando que ela aumentará a competitividade do País, especialmente na produtividade industrial e no gerenciamento de energia. Os benefícios estão relacionados principalmente à utilização eficiente dos recursos, tomadas de decisão e eficiência energética (90-95%).
O estudo mostra ainda que a estratégia digital, a gestão de dados e o desenvolvimento de processos virtuais já estão moldando a agenda dos executivos brasileiros, especialmente nos setores automotivo, de energia e químico, com 72% dos entrevistados que contam com estratégias digitais afirmando que o processo de implementação está bem avançado, especialmente nas indústrias que fazem uso intensivo de tecnologia, como o automotivo e químico, além de concessionárias de energia.
Na prática
O levantamento mostra, no entanto, que, embora haja crescente entusiasmo pela digitalização, 71% dos entrevistados dizem que, apesar de terem uma estratégia destinada a aumentar sua eficiência, ainda não têm indicações claras de como implementá-la.
O estudo também indica que entre os desafios para implementar uma estratégia digital, 55% identificaram o medo de roubo de dados ou espionagem industrial, enquanto que 52%, a falta de condições diferenciadas para investimentos.
Com relação às barreiras internas, 57% apontaram a cultura da empresa, 53% os custos operacionais e 52% a dificuldade em quantificar os benefícios. Para 54% das grandes empresas, um grande desafio é a integração de novas tecnologias e software. Já 53% das pequenas empresas indicam a dificuldade de analisar grandes quantidades de dados.