Com foco em pesquisas aplicadas sobre o uso da inteligência artificial (AI) para auxiliar órgãos em investigações, foi lançado na última quarta-feira (22/03), durante o VII Congresso Nacional de Delegados da Polícia Federal, em Florianópolis (SC), o grupo de estudos “Inteligência Artificial a Serviço da Investigação”.
À frente do projeto estão a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) e a Faculdade de Direito do IDP | São Paulo, que contam com a participação de grandes especialistas do setor de Tecnologia da Informação (TI) e de AI.
O grupo de estudos acadêmicos busca promover discussões, atividades de formação, pesquisas e publicações científicas na área de TI para disseminar esse conhecimento e fomentar o uso da AI a serviço da investigação.
Entre as atividades definidas pelo grupo para 2017 estão um Hackaton com desafios relacionados ao uso dessa tecnologia no combate a corrupção, fraudes e crimes cibernéticos, previsto para junho, que envolverá desenvolvedores, organizações não governamentais, startups de tecnologia, entre outras entidades, para mostrar o engajamento da sociedade nessas questões.
Entre os fundadores do grupo estão os professores e pesquisadores da ADPF: José Augusto Campos Versiani, Eduardo Mauat, Stênio Santos Sousas, Duilio Mosselin Cardoso, Suzane Paes de Vasconcelos, Marcos Paulo Pugnal, Carla Dolinski e Pedro Gama.
Para Alexandre Zavaglia Coelho, diretor executivo do IDP, o grupo terá um papel de grande importância para demonstrar o potencial da computação cognitiva e preparar os profissionais para entender o que já existe e como essa tecnologia pode ampliar as possibilidades de investigação.
Já Carlos Eduardo Sobral, presidente da ADPF, destaca que diversos órgãos públicos utilizam a tecnologia em grandes operações, mas a inteligência artificial e a predição ou indicação de situações suspeitas podem trazer uma nova dimensão, com grandes contribuições que vão permitir que os profissionais possam focar seus esforços em análises estratégicas e em tarefas essenciais para o sucesso das investigações.
Os trabalhos contam com apoio institucional do CTI/IFSP – Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer e do Instituto Federal de São Paulo/Campinas; da IBM; do Comitê Acelera FIESP; e da Finch Soluções.