Pesquisa da IDC Brasil aponta que usuário brasileiro continua levando em consideração o preço como fator decisivo na hora de fechar negócio.
O mercado brasileiro de telefonia celular encerrou o ano de 2002 com a marca de 10,5 milhões de unidades vendidas e uma receita superior a R$ 4,5 bilhões, informou nesta segunda-feira (06/10) o estudo Brazil: Wireless Handset Market 2003, da International Data Corporation (IDC) Brasil.
A pesquisa apontou também que a escolha da maioria dos usuários brasileiros levou em consideração o preço dos aparelhos. Dos entrevistados, 65% optaram por modelos de até R$ 500.
Outro ponto relevante da pesquisa diz respeito ao perfil dos usuários brasileiros, que preferem utilizar os planos pré-pagos como forma de controlar melhor os gastos com os telefones celulares. Estimativas recentes afirmam que até o final deste ano a base de assinantes de pré-pagos deva chegar a 74%.
O estudo apontou também que ainda existe uma forte resistência entre os usuários em utilizar os aparelhos para efetuar ligações locais e também de longa distância, o que pode ser entendido como uma maneira de se tentar evitar as altas tarifas praticadas pelas operadoras.
Segundo a IDC, os serviços de dados via celular, como SMS e WAP ainda são pouco utilizados, embora o envio de mensagens curtas (SMS) ainda seja visto como maneira de reduzir os custos de comunicação, já que geralmente é mais barato do que os serviços de voz.
Trocar o telefone celular também está fora dos planos da maioria dos entrevistados pela pesquisa. Quase a totalidade dos usuários se diz satisfeita com o modelo atual e não pretende trocá-los nos próximos anos.
Por outro lado, a busca por inovação e o fator moda deverão contribuir para a redução da troca do aparelho, de acordo com a pesquisa. Espera-se que em 2004 o tempo médio seja de 2,5 anos.
Até 2007, a IDC espera que 14,6 milhões de aparelhos celulares seja, comercializados no País. A migração da tecnologia TDMA para CDMA ou GSM terá grande influência nesse processo, segundo o estudo.
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