Dois anos e meio após sua aquisição total pela Diebold, a Procomp modifica a logomarca e aposta na terceirização de automação bancária para crescer. A estimativa da nova Diebold Procomp é crescer entre 5% e 10% em 2002.
Dois anos e meio após sua aquisição total pela Diebold, a Procomp modifica a logomarca e aposta nos negócios de outsourcing de automação bancária para crescer no País. A estimativa da Diebold Procomp é crescer entre 5% e 10% em 2002 no ano passado a receita foi de R$ 640 milhões.
O novo lema da empresa é compromisso constante e a partir de agora estamos totalmente integrados em termos administrativos, financeiros, de procedimentos e negócios, frisa Paulo Aratangy, presidente da companhia no Brasil.
Como estratégia local, a Diebold Procomp aposta na terceirização de automação bancária, negócio que responde por 75% do faturamento no País ou outros 25% são oriundos de segurança, urnas eletrônicas e medidores de energia elétrica.
Dobramos os negócios de terceirização do ano passado para cá (hoje são R$ 120 milhões) e fornecemos três tipos de serviço: a instituição nos delega o cuidado das máquinas, ou fornecemos os ATMs e nos responsabilizamos pela instalação, cabeamento, segurança, transporte e desenvolvimento de software e por fim disponibilizamos a rede compartilhada, na qual oferecemos os terminais e a TecBan faz a conexão entre as instituições e os usuários, explica João Abud Júnior, vice-presidente de marketing e vendas da Diebold Procomp.
Abud Júnior informa também que a empresa já exportou um grande terminal para o México e está estudando outros negócios, ainda em processo de homologação, para mais países da América Latina.
Ainda na área de automação, a Diebold Procomp está presente também no sistema de saúde do governo federal (SUS/Sistema Único de Saúde) e no projeto de automação escolar. Deixamos de ter revendas na área de automação comercial, já que os clientes pequenos não são nosso maior foco, mas ainda possuímos grandes usuários como Carrefour, Riachuelo e Shell, observa o executivo.
Atualmente, a Procomp possui, no Brasil, duas fábricas em Manaus (para a produção de ATMs, PCs e cofres) e uma unidade em São Paulo (periféricos). A Diebold possui, além disso, outras plantas fabris nos Estados Unidos, Argentina, França e China.
Há um projeto de integração das melhores práticas e processos industriais entre as fábricas, o que pode permitir que façamos estudos de logística e viabilidade de produção para cada país onde atuamos, afirma Mike Hillock, presidente da Diebold International.
Questionado sobre a possibilidade de outras aquisições no País, Hillock explica que a possibilidade existe, na área de hardware, mas o executivo não revela mais detalhes.