Diferente do que afirmou o conselheiro da Anatel, José Leite Pereira Filho, o órgão regulador poderá receber já nas próximas semanas, do escritório Carvalho de Freitas e Ferreira Advogados Associados, estudo sobre as contrapartidas que o País poderá receber do detentor da tecnologia de TV digital a ser escolhida para o País européia (DVB), japonesa (ISDB) ou norte-americana (ATSC).
A informação é do presidente da agência reguladora, Luiz Guilherme Schymura, que participou nesta terça-feira, 11, de uma audiência pública da Comissão de Educação no Senado para debater a implantação da TV digital no Brasil.
Na semana passada, o conselheiro Leite havia informado que o escritório de advocacia, que assinou contrato com a agência no dia 20 de maio, precisaria de seis meses para concluir o relatório das contrapartidas, por ser um estudo muito complexo que deve envolver vários setores do governo.
Na audiência pública, Schymura voltou a defender a idéia de definição do padrão da TV digital em conjunto com os demais países do Mercosul. Segundo ele, isso é fundamental para fortalecer as negociação das contrapartidas com os países detentores dos três padrões em análise.
Schymura também informou que o mercado brasileiro, que conta hoje com 57 milhões de aparelhos de TV analógicos, deverá ser levado em consideração no momento da negociação. Segundo ele, a transição do modelo analógico para o digital deverá durar no mínimo dez anos.
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