A Sisco, fornecedora brasileira de microcomputadores e sistemas, conseguiu na Justiça o direito de ficar com as marcas Cisco/Sisco registradas no País. Fabricante de equipamentos de rede norte-americana terá que mudar de nome para continuar operando no Brasil.
Esta semana, o tempo começa a correr contra a marca da Cisco Systems, fornecedora norte-americana de equipamentos de rede, no Brasil.
Conforme explica Newton Silveira, sócio da Newton Silveira, Wilson Silveira e Associados e advogado da Sisco fornecedora brasileira de microcomputadores e sistemas que tem os nomes Sisco e Cisco registrados no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) , a Cisco Systems tem 30 dias para mudar de nome no País.
Pela decisão tomada na quinta-feira, dia 9, pelo juiz da 18ª Vara Cível do Fórum João Mendes Junior, no Tribunal de Justiça de São Paulo, caso a mudança não ocorra, tanto a Cisco Systems como sua subsidiária brasileira pagarão uma multa diária de R$ 10 mil cada uma, ao proprietário da marca.
Em cerca de três anos de processo, Silveira informa ter procurado a matriz da Cisco diversas vezes, sem, no entanto, obter resposta. A Sisco brasileira registrou o nome Cisco em 1978. A Cisco Systems iniciou suas operações formalmente em 1988 e a Cisco Brasil abriu suas portas no mercado local em 1994.
Procurada pelo CW Online, a Cisco Brasil afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, não comentar processos em andamento.