Disputa judicial entre o órgão regulador e a carrier nacional, que não admite a concessão de licença nacional para a Telefônica, emperra os projetos da CTBC de operar fora da sua área de concessão. "Isso é absurdo. Não podemos ser prejudicados. Cumprimos nossas obrigações", desabafou o CEO do Grupo Algar, José Mauro Leal da Costa.
A briga Embratel, Anatel e Telefônica –a carrier contesta a concessão pelo órgão regulador da licença nacional para a concessionária de São Paulo — está emperrando os projetos da CTBC.
A operadora, que já teve o cumprimento da antecipação das metas de 2003 auditadas pela Anatel, terá que esperar o fim da disputa judicial para usar o seu código de área, 12, fora da sua área de concessão – Triângulo Mineiro, São Paulo(região de Ribeirão Preto) e Itumbiara. "Isso é extremamente desagradável para nós que investimos e apostamos. Não temos que ser prejudicados", lamentou o CEO do Grupo Algar, José Mauro Leal da Costa.
Nesta quinta-feira, 9, foi anunciado, formalmente, a unificação das operações de telecomunicações em uma única empresa, batizada de CTBC, mas que não mais significará Companhia de Telecomunicações do Brasil Central. "CTBC foi escolhida por nossos usuários. Será a nossa marca nacional", informa Weber Pimenta de Mello, diretor superintendente da empresa, que passa a agregar as operações de telefonia fixa, móvel, internet, call center, banda larga, IDC e infra-estrutura de rede, através da Engeredes.
No plano nacional, a visão é continuar adotando uma estratégia regional. "Não vamos tentar roubar clientes das grandes operadoras, mas sim ser uma fornecedora integral para os nossos clientes, como, por exemplo, Magazine Luíza, um tradicional usuário dos nossos produtos", acrescenta Nelson Cascelli dos Reis, vice-presidente da divisão Telecom da CTBC.
Uma decisão já estabelecida pela CTBC é não brigar pelo mercado de telefonia local residencial fora da sua área de concessão. "Não há sentido, nem rentabilidade", diz Leal da Costa. O mercado corporativo e as pequenas e médias empresas são o foco. "Temos que atuar onde não há o atendimento de serviços de telecomunicações", reforça Reis.
O projeto da CTBC nacional já demandou R$ 700 milhões em investimentos nos últimos cinco anos. De acordo com Leal da Costa, mais R$ 700 milhões serão investidos nos próximos cinco anos. A estimativa da CTBC é de que a operação nacional incremente a receita da opradora em 5% este ano. Para 2003, a expectativa é de um crescimento entre 10% a 20%.
A CTBC irá atuar, nessa primeira fase de expansão nacional, nas cidades de São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Ribeirão Preto.
A CTBC irá manter