A fornecedora de hardware, software e serviços via satélite utilizará o PAS-9, recém- lançado pela PanamSat, e hospedará a estação master no data center Impsat para a oferta de links de alta velocidade para corporações e operadoras.
Ceila Santos, do World Telecom
Após ser autorizada, em janeiro, a prestar serviço de comunicação de multimídia (SCM), a fornecedora de soluções de satélite Hughes planeja inaugurar a operação a partir de julho. O foco será tanto uma carrier das carriers como uma provedora de serviços de alta capacidade às grandes corporações.
Edson De Vito, diretor regional da Hughes para o Mercosul, antecipa que a empresa utilizará o satélite estrangeiro PAS-9, recém lançado pela PanAmSat e hospedará a estação master no data center da Impsat.
A oferta de internet banda larga não é nosso foco de oferta. A Hughes tem uma estratégia diferente da Telespazio ou Star One porque quer atuar na prestação de conectividade. Não vou cobrar pelo acesso à internet, mas pelo transporte como um todo, compara De Vito. Ele acrescenta que também focará na oferta às telcos para complementar o acesso local entre os backbones das concessionárias.
A partir destas ações, a Hughes planeja crescer 20% este ano. Ano passado, nós tivemos uma queda de 10% de receita, informa. Para o mercado corporativo, o executivo ressalta que não deseja competir onde chega fibra porque o satélite realmente é mais caro, mas onde chega frame relay com linha dedicadas disputará o cliente. Hoje, tanto um link de frame relay como de satélite custa entre R$ 600 até R$ 1,2 mil, garante.
Como fabricante de tecnologia, a Hughes tem como clientes o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Correios, a Telefônica (Itaú), entre outros. A empresa compõe a holding da GM que também incorpora a fornecedora de capacidade satelital PanamSat.
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