Comissões de Finanças e Tributação e de Economia
da Câmara dos Deputados se unem para debater a implantação do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) com o diretor de Política Monetária do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo.
O Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) deverá ser debatido em audiência pública conjunta no próximo dia 17, pelas comissões de Finanças e Tributação e de Economia,da Câmara dos Deputados.A comissão de Finanças aprovou nesta quarta-feira, 20, um requerimento do deputado Marcos Cintra (PFL-SP) para a realização da audiência. Deverão ser convidados para debater o tema, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo, e um representante da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). De acordo com o deputado, a audiência servirá para as duas comissões do Legislativo terem um maior conhecimento das mudanças que serão implementadas pelo SPB no sistema financeiro nacional. Eu imagino que ele (SPB) tenha mais méritos do que problemas, disse o deputado. Mesmo assim, o parlamentar entende que há pontos que ainda precisam de esclarecimentos pelo diretor do Banco Central. Trata-se de um sistema moderno de liquidações e compensações, que pode ter impacto no caixa das empresas, explicou. Um desses problemas, já identificado pelas empresas, é quanto ao descasamento que ocorrerá entre as contas a pagar e os créditos a receber. No SPB, os valores acima de R$ 5 mil serão transferidos em tempo real, mas os créditos abaixo desse valor seguirão o curso normal da compensação. Segundo uma pesquisa feita pela Fiesp ( Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) com 1.024 empresas, esse descasamento deverá chegar a R$ 1,3 bilhão por mês. Mas o diretor de Política Monetária, Luiz Fernando Figueiredo, garante que apenas as grandes empresas serão impactadas com as inovações. No entanto, a pesquisa da Fiesp deixou claro que 1,4% das microempresas terão problemas com o descasamento e necessitarão de capital de giro.