Empresas descartam a possibilidade de investir na Arthur Andersen, que está sendo indiciada na Justiça por estar supostamente ligada á destruição de documentos da gigante do setor de energia Enron. Área de TI também está com futuro nebuloso.
Duas grandes empresas do ramo da contabilidade e consultoria que estavam considerando salvar as operações da Arthur Andersen decidiram abandonar seus respectivos planos.
Até então, a Deloitte Touche Tohmatsu e a Ernst & Young International estudavam a compra de toda a concorrente (ou parte dela), que está sendo indiciada na Justiça por estar supostamente ligada à destruição de documentos da gigante do setor de energia Enron, então sua cliente.
Além de serviços de auditoria, a Arthur Andersen fornece uma grande variedade de serviços de consultoria de TI, cujo futuro está agora um tanto nebuloso e imprevisível.
Recentemente, a Deloitte e a Ernst & Young chegaram a contatar a Andersen, separadamente, para explorar as possibilidades de aquisição da empresa. Mas os problemas legais e o endividamento que a Arthur Andersen encara no momento motivaram as pretendentes a encerrar as conversas na última quarta-feira, 13.
A Arthur Andersen era a auditoria da Enron e seu envolvimento na “quebra” da empresa de energia resultou em processos civis contra a consultoria. O problema também provocou a saída de clientes e funcionários importantes, bem como a abertura de investigações nas agências governamentais dos Estados Unidos, incluindo a SEC – CVM americana – e o Departamento de Justiça (DOJ).
Esta semana, uma comissão independente, criada pela Andersen para reformular as operações da companhia, ordenou que a empresa deixe de oferecer serviços de consultoria não relacionados a auditoria, incluindo aqueles prestados para empresas de TI.
[ Com tradução do IDG Now! ]