Uma estratégia das provedoras do serviço móvel celular permitem driblar a negociação com a Anatel nos reajustes tarifários. Como não cobram mais pela habilitação, incluída na lista de preços, elas elevam o reajuste das ligações. A ATL, no Rio de Janeiro, reajustará sua tarifa local em 22,70%.
As ligações de telefones fixos para celulares sofrerão um reajuste médio de 9,89% a partir de fevereiro, no Valor de Comunicação 1 (VC-1) — dedicado as ligações locais(na mesma cidade), segundo anunciou nesta segunda-feira 28, o presidente da Anatel, Renato Guerreiro.Segundo ele, o reajuste será de 9,89% no norte do País. Já na região Nordeste, o aumento irá variar entre 6,68% a 22,70%, dependendo do desconto de produtividade aplicado pelo órgão em cada operadora.
Para os Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais o reajuste fixo-móvel será de 8,78%. No caso de São Paulo e toda a região da Brasil Telecom (Centro/Sul), o índice aplicado será de 9,89%. O VC-1 corresponde a 90% das receitas das operadoras do Serviço Móvel Celular e obteve aumentos significativos, graças a estratégia utilizada pelas empresas de reduzirem o valor das habilitações. Ou seja, como as operadoras reduziram àquilo que já efetivamente nem cobram mais dos usuários, mas ainda é computado na cesta de tarifas pela Anatel, puderam esticar mais o aumento da sua maior fonte de receitas na operação do serviço. Com isso, a Telebahia, por exemplo, aplicou um reajuste de 12,57% de reajuste no VC-1 o que lhe permite agora reajustar, em fevereiro, sua tarifa de R$ 0,46; para R$ 0,51. A ATL, por sua vez, reajustará em 22,70% elevando de R$ 0,37 para R$ 0,45 a sua tarifa em VC-1.