Anatel conseguiu o apoio que desejava para pressionar as operadoras de celular a migrarem para o Serviço Móvel Pessoal. Pesquisa do Instituto Vox Populi aponta que a maioria dos usuários deseja ter o direito de escolher a operadora que fará o interurbano mais barato.
A Anatel concluiu uma pesquisa de opinião que servirá para o órgão regulador pressionar as operadoras de telefonia celular a migrarem para o Serviço Móvel Pessoal.Realizada na primeira quinzena de dezembro do ano passado pelo Instituto Vox Populi, a pesquisa aferiu o grau de aceitação à proposta da Anatel, de garantir ao usuário a possibilidade de escolha de uma operadora para efetuar ligações de longa distância. Foram ouvidos cerca de 800 pessoas físicas e igual número de empresas. Na quesito Vantagens de se usar um celular para frazer o DDD, 60% dos entrevistados pessoas físicas ressaltaram essa facilidade. Já entre as empresas, 45% disseram ser mais prático o uso do telefone móvel. No item desvantagens de usar o celular em interurbanos, o preço é o maior fator de críticas entre os usuários pessoas físicas (79%) e jurídicas (66%). Mas o quesito que mais interessou à Anatel foi quanto a questão da possibilidade de escolha de uma operadora para as ligações de longa distância. Cerca de 24% dos entrevistados pessoas físicas disseram ser ótima a proposta e outros 55% consideraram boa. No universo empresarial, 33% dos entrevistados afirmaram ser ótima a escolha de operadoras e 49% consideraram boa a proposta. Para os entrevistados, escolher uma operadora para fazer o DDD significará mais vantagem do que desvantagem (70% pessoas físicas e 74% jurídicas). Entre os entrevistados pessoas físicas, 40% acham que a escolha proporcionará uma redução de custo nas ligações interurbanas e 20% apontam a possibilidade de escolha da operadora mais barata. Esse percentual é maior entre as empresas: 60% acreditam que a escolha da operadora trará a reduçào de custo e 17% destacam a possibilidade de trabalhar com a operadora mais barata. Na pesquisa, a Anatel procurou saber também a reação dos entrevistados ante a notícia de que terão mais números para discar. Praticamente houve um empate técnico nesse quesito. Cerca de 53% dos empresários avaliou essa questão como uma desvantagem, o mesmo acontecendo com 50% das pessoas físicas.